- O Banco da Reserva da Austrália elevou a taxa de juros oficial em 0,25 ponto percentual, para 4,35%, o terceiro reajuste consecutivo.
- A decisão visa conter pressões inflacionárias, com a inflação prevista em 4,8% no ano até o trimestre móvel de junho.
- O Banco revisou as perspectivas de crescimento, projetando expansão de 1,3% em 2026, ante o cenário anterior.
- A guerra no Irã deve reduzir o crescimento em cerca de meio ponto percentual em 2026, devido ao choque de oferta de petróleo.
- Mesmo no cenário base, a taxa de desemprego deve ficar em 4,3% ao fim deste ano; cenários adversos elevam o desemprego para acima de 5%, sem recessão prevista.
O Banco da Reserva da Austrália (RBA) elevou pela terceira vez consecutiva a taxas de juros, levando a taxa oficial de caixa a 4,35% (de 4,10%). A decisão busca conter pressões inflacionárias, impulsionadas por preços de combustível mais altos. A imprensa destaca que a medida impacta famílias com hipoteca.
A autoridade monetária alertou para previsões sombrias, com custos de vida mais elevados e crescimento mais fraco. O RBA estima que o choque no preço do petróleo, ligado ao conflito no Irã, reduza o crescimento econômico em cerca de 0,5 ponto percentual em 2026, com o crescimento anual projetado em 1,3% neste ano.
Os analistas esperavam o ajuste, mantendo o cenário de inflação mais alta. O banco projeta inflação de até 4,8% no ano encerrado em junho, ante 4,2% previsto anteriormente. A consequência, na prática, é um impacto negociado para parcelas de hipoteca de mais de três milhões de imóveis.
Perspectivas e cenários
O RBA apresenta um cenário base, com resolução mais rápida do conflito no Oriente Médio, sugerindo estabilidade de desemprego em torno de 4,3% no fim deste ano, mesmo com queda na atividade. Em cenários adversos, com conflito prolongado, o desemprego pode superar 5%.
Mesmo no cenário mais pessimista, a instituição afirma que não prevê recessão, embora não tenha modelado uma situação de desabastecimento extremo de combustível. As previsões apontam, ainda, para pressão contínua sobre o custo de vida nos próximos trimestres.
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