- Em abril, o gasto com cartão no Reino Unido caiu 0,1% em relação ao mesmo mês de 2025, a primeira queda year-over-year desde novembro de 2024 (Barclays).
- O gasto não essencial caiu 0,3%, com turismo (-5,7%) e companhias aéreas (-8,3%) registrando quedas acentuadas; alimentação e bebidas ficou estável.
- O consumo de conteúdo digital e assinaturas subiu 9,2% na comparação anual, possivelmente indicando mais pessoas ficando em casa para economizar.
- O gasto essencial avançou 0,3%, com combustível no Brasil aumentando 10,4% (maior alta desde dezembro de 2022).
- O contexto é de maior preocupação com o custo de vida devido à guerra no Irã, com 72% dos consumidores esperando impactos em 2026, e taxas de confiança claramente pressionadas.
O uso de cartão no Reino Unido desacelerou em abril, o ritmo mais fraco em 18 meses, conforme dados de uma das maiores instituições do país. A queda ocorre em meio a temores de nova crise de custo de vida, impulsionados pela guerra no Irã.
Barclays processa quase 40% das transações com cartão no país. Em abril, houve queda de 0,1% no gasto anual, a primeira desde nov/2024. Gastos não essenciais recuaram 0,3%.
O consumo relativo a viagens caiu 5,7% em abril, com despesa de companhias aéreas caindo 8,3%. Alimentação e bebida ficou estável. Por outro lado, conteúdo digital e assinaturas subiram 9,2%.
Gasto essencial avançou 0,3%, com combustível subindo 10,4%, maior alta desde dez/2022. Analistas destacam que famílias estão recuperando hábitos de poupança diante de incertezas macro.
Contexto e percepções
Um levantamento conjunto de Barclays aponta que 72% dos consumidores esperam que tensões no Médio Oriente elevem o custo de vida em 2026. Expectativas sobre energia, inflação e alimentos são as principais preocupações.
Confiança em gastos não essenciais caiu para 49%, o nível mais baixo desde mar/2023, enquanto 52% dizem ser capazes de administrar as finanças diárias sem grande aperto.
O economista-chefe para o Reino Unido da Barclays afirma que a duração da incerteza é a grande incógnita para o cenário econômico. O aumento da cautela pode pressionar famílias e empresas.
Outra leitura aponta queda de 3% nas vendas do varejo em abril, segundo British Retail Consortium e KPMG, com alimentos registrando baixa de 2,5% ano a ano. A expectativa é de recuperação com o Mundial de Futebol.
A executiva-chefe da BRC, Helen Dickinson, atribui o recuo principalmente à alteração da janela de Páscoa entre anos. Ainda assim, espera melhora com a demanda por televisores e aparelhos de som.
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