- Lula viaja a Washington para encontro oficial com o presidente dos EUA, Donald Trump, previsto para quinta-feira, 7 de maio.
- Entre os temas marcados, estão as investigações dos EUA sobre o Pix, o fim das tarifas remanescentes do tariffão brasileiro e investimentos em minerais críticos.
- A pauta foi elaborada por ministérios da Fazenda, Justiça e Segurança Pública, Relações Exteriores e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mas a confirmação depende da temperatura da Casa Branca.
- No Pix, o Brasil tenta evitar medidas comerciais americanas, mesmo com menções ao tema em relatórios de barreiras comerciais do Escritório de Representação Comercial dos EUA.
- Em minerais críticos, o Brasil defende maior controle estatal e agregação de valor, enquanto os EUA buscam acesso facilitado a projetos e licenciamento ambiental mais ágil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja a Washington para encontros com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O objetivo é discutir o Pix, avaliar o fim de tarifas remanescentes e debater investimentos dos EUA em minerais estratégicos. A visita ocorre de forma oficial e foi anunciada de última hora.
Segundo apurações, o governo brasileiro pretende manter a agenda econômica aberta a medidas que favoreçam o comércio, sem aprofundar disputas. A definição de assuntos a serem tratados dependerá da temperatura das negociações na Casa Branca, conforme fontes ouvidas pela BBC News Brasil.
Pix na mira de Trump
A equipe econômica brasileira quer evitar medidas comerciais contra o Pix. As autoridades argentam que o sistema de pagamentos instantâneos, criado pelo Banco Central, não discrimina empresas estrangeiras, inclusive norte-americanas.
A investigação dos EUA sobre práticas comerciais brasileiras, iniciada em julho do ano passado, incluiu o Pix entre itens de apuração. O tema voltou a ser discutido, mesmo com o Brasil negando discriminação contra empresas estrangeiras.
Guerra tarifária
Entre os temas estão as tarifas que ainda incidem sobre parte das exportações brasileiras. O MDIC estima que cerca de 29% das exportações ao mercado norte-americano permaneçam sob tarifas adicionais.
O cenário tarifário mudou ao longo de 2025 e 2026, com ações dos dois países. O Brasil busca reduzir ou eliminar tarifas em setores estratégicos, como máquinas industriais e revestimentos. Dados da Amcham apontam queda na participação das exportações brasileiras para os EUA no primeiro trimestre.
Minerais críticos
Entre os assuntos mais relevantes para EUA e Brasil estão os minerais críticos, incluindo terras raras. Os norte-americanos querem facilitar investimentos e licenciamento ambiental, enquanto o Brasil defende maior agregado de valor local.
O Brasil detém reservas expressivas de terras raras, atrás apenas da China. A pauta prevê ganhos tecnológicos e fortalecimento de cadeia produtiva, com participação estatal maior. EUA já anunciaram movimentos para ampliar acesso a esses recursos, incluindo aquisições no setor.
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