- Novo Desenrola 2.0 permite que trabalhadores usem parte do FGTS para reduzir o endividamento, além de quitar dívidas.
- Pode-se usar até 20% do saldo da conta ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parte ou toda a dívida.
- A Caixa transfere os recursos do FGTS diretamente para o banco em que o trabalhador tem débitos, garantindo o uso para quitar dívidas.
- Antes de usar o FGTS, o trabalhador precisa aderir ao programa de refinanciamento junto às instituições financeiras; a regra busca assegurar os descontos sobre a dívida original.
- O programa prevê descontos de 30% a 90% no valor principal, com juros máximos de 1,99% ao mês, para dívidas como cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, crédito pessoal e Fies, com limite de resgate de até R$ 8,2 bilhões.
O governo federal anunciou a ampliação do programa Desenrola 2.0, com a possibilidade de usar parcela do FGTS para reduzir o endividamento dos trabalhadores. A medida foi divulgada nesta segunda-feira (4) e envolve renegociação de dívidas com descontos em instituições financeiras.
Segundo o governo, o novo recurso não se limita a quitar parcelas; quem tiver saldo no FGTS poderá usar até 20% do saldo ou até R$ 1 mil, o que for maior, para reduzir ou quitar parte das dívidas. O dinheiro será transferido pela Caixa Econômica Federal diretamente para o banco credor.
Antes de acionar o FGTS, o trabalhador deve aderir ao programa de refinanciamento junto às instituições financeiras. A regra busca assegurar que os descontos ocorram sobre a dívida original, protegendo o mutuário.
O Ministério da Fazenda informou que o programa já está em vigor e que interessados podem procurar seus bancos para renegociar as dívidas com a publicação da Medida Provisória desta segunda. A medida atende a pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105).
O ministro da Fazenda, Dário Durigan, afirmou que a abertura envolve mais de 90% da população brasileira, o que inclui a classe média. A expectativa é renegociar até R$ 58 bilhões em dívidas antigas e novas.
Podem entrar no acordo débitos de cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e Fies, conforme anúncio recente do governo. As condições incluem juros máximos de 1,99% ao mês e descontos variáveis entre 30% e 90% sobre o valor principal.
Uma calculadora será disponibilizada para que os trabalhadores estimem o desconto e o impacto da renegociação. A implementação depende de andamento de regulamentação e de adesão das instituições financeiras ao programa.
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