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Pague Menos prioriza redução de dívida e mira expansão após turnaround, diz CFO

Pague Menos mantém desalavancagem como prioridade e amplia expansão de forma contida após turnaround, com lucro de 55,6 milhões no 1º trimestre e dívida líquida em 1,9 vez o Ebitda

Rede fechou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 55,6 milhões, quatro vezes o registrado um ano antes (foto: Divulgação)
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  • O primeiro trimestre teve lucro líquido ajustado de R$ 55,6 milhões, quatro vezes o registrado no ano anterior, com EBITDA acima de trinta por cento e margem bruta de 29,5%.
  • A venda média por loja ficou em R$ 818 mil, aproximando-se das líderes do setor.
  • A dívida líquida em relação ao EBITDA ficou em 1,9 vez, com a empresa buscando chegar a 1,0 vez; foco na redução do endividamento.
  • O fluxo de caixa operacional foi negativo em R$ 63 milhões, em linha com o aumento de estoques para sustentar o novo centro de distribuição na Paraíba e a categoria GLP-1; ciclo de caixa de 72 dias.
  • A participação do canal digital atingiu 22% das vendas; apenas uma loja foi inaugurada no trimestre, com expansão mais contida, mantendo a previsão de crescimento para 2027.

A Pague Menos fechou o primeiro trimestre com lucro líquido ajustado de 55,6 milhões de reais, quatro vezes o registrado há um ano. O EBITDA manteve crescimento superior a 30% pelo sétimo trimestre seguido, e a margem bruta atingiu 29,5%, recorde para o período. A venda média por loja ficou em 818 mil reais, aproximando-se das líderes do setor.

A percepção de melhoria da rede farmacêutica brasileira ganhou suporte recente, com a valorização das ações em cerca de 67% nos últimos 12 meses. Analistas destacam a consistência da recuperação, destacando ganho de participação de mercado e maior eficiência operacional.

Resultados, liquidez e alocação de capital

Para o CFO Luiz Novais, o múltiplo de dívida líquida sobre EBITDA ficou em 1,9 vez no trimestre, ainda acima do alvo de 1,0 vez, com foco na redução do endividamento ao longo do ano. Em comparação anual, o indicador caiu desde 2,8 vezes no primeiro trimestre do ano anterior.

O fluxo de caixa operacional chamou atenção por ter ficado negativo em 63 milhões de reais, influenciado pelo acúmulo de estoques para abastecer o novo centro de distribuição na Paraíba e sustentar a linha GLP-1. A despesa financeira somou 112 milhões de reais no período.

Desempenho de vendas, canais e estratégia de expansão

Relatórios de casas de análise ressaltaram que as vendas iguais, que medem lojas em funcionamento há mais de um ano, cresceram 13% no período, superando a inflação. O ganho de market share foi de 14 pontos-base, chegando a 6,7%.

Embora o cenário seja positivo, o JP Morgan observou que a venda média mensal por loja fica próxima das maiores redes do país, sugerindo espaço para crescimento adicional. A empresa aponta esforços para ampliar o canal digital, hoje responsável por 22% das vendas, com margem de melhoria.

Logística, governança e perspectivas

Novais destacou que houve avanços na logística, com a inauguração de um centro de distribuição na Paraíba; no entanto, há praças com entregas ainda não diárias, o que exige maior eficiência. O objetivo é atender 100% das lojas com entrega diária sempre que possível.

Em termos de investimento, a companhia sinaliza expansão modesta para este ano, com apenas uma loja aberta no trimestre, frente a 30 inauguradas em 2025. A estratégia de crescimento mais acelerado fica para 2027, mantendo o foco na desalavancagem.

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