- A Pershing Square propõe fusão com a Universal Music Group, com listagem nos Estados Unidos, avaliando a empresa em cerca de 30,40 euros por ação e o negócio em 55,75 bilhões de euros (US$ 64,31 bilhões).
- A proposta não vinculante prevê pagamento de 9,4 bilhões de euros em dinheiro e 0,77 ação da Nevada Corporation para cada ação da UMG, com a nova entidade listada na Bolsa de Nova York.
- A SPARC Holdings, da Pershing, financiaria a parte em dinheiro com recursos de detentores de direitos da SPARC, dívida e receitas líquidas da participação da empresa no Spotify.
- Michael Ovitz participaria do conselho da UMG como presidente; a operação ocorre após a UMG ter adiado recente listagem nos EUA e diante da participação do Grupo Bollore, entre outros acionistas.
- A Pershing afirma esperar a conclusão da transação até o final do ano, e a UMG é uma das maiores gravadoras, com artistas como Taylor Swift, Billie Eilish e Drake.
A Pershing Square propôs nesta terça-feira a fusão de seu veículo SPARC Holdings com a Universal Music Group (UMG), com planos de listagem na Bolsa de Nova York. O objetivo é recompor o valor da maior gravadora mundial.
A oferta avalia a UMG em 30,40 euros por ação, alta de 78% frente o último fechamento em 17,10 euros. O negócio é estimado em 55,75 bilhões de euros (US$ 64,31 bilhões), segundo cálculos da Reuters.
A UMG, administrada por Lucian Grainge, é dona de artistas como Taylor Swift, Billie Eilish e Drake. As ações da empresa em Amsterdã subiram cerca de 13% no pregão inicial.
O Bolloré Group detém about 18% da UMG, o que também pesou na negociação. A Pershing apontou que a transação permitiria a listagem em Nova York pela nova entidade Nevada Corporation.
Michael Ovitz, ex-presidente da Disney, entraria no conselho da UMG como presidente do colegiado, segundo a proposta não vinculante. A Pershing também citou o apoio a uma operação que eleva liquidez e preço das ações.
Pelo acordo, acionistas da UMG receberiam 9,4 bilhões de euros em dinheiro e 0,77 ação da Nevada por cada ação da UMG. O dinheiro seria financiado com recursos da SPARC, dívida da Pershing e receitas da participação no Spotify.
A Pershing informou que a operação poderia ser concluída até o final do ano. A UMG adiou, no mês passado, uma listagem nos EUA, após ter afirmado que avaliaria uma oferta da SPARC.
A Vivendi, segundo maior acionista da UMG, não comentou o movimento. Tencent, também acionista relevante, não respondeu a pedidos de comentário. A UMG não respondeu de imediato.
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