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Economias emergentes enfrentam risco de juros e câmbio com guerra no Irã, diz FMI

Fundo Monetário Internacional alerta que economias emergentes enfrentam maior risco de juros elevados e depreciação cambial, por dependência de investidores de mercado, como fundos de hedge

Man counting Indian currency notes at a roadside exchange stall in Delhi. The IMF says market-based finance is ‘increasingly sensitive to global risk conditions’.
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  • O FMI alerta que economias emergentes enfrentam maior risco de altas taxas de juros e abalos cambiais devido à guerra no Irã, porque dependem mais de financiamento baseado no mercado, como fundos de hedge.
  • Segundo análise, last year foram enviados aos mercados emergentes cerca de US$ 4 trilhões de fora do sistema bancário formal, incluindo fundos de hedge e fundos de investimento.
  • O financiamento baseado no mercado pode ajudar empresas a se internacionalizarem, mas tende a ser mais volátil e a sair rapidamente em momentos de crise, elevando custos de financiamento e pressões cambiais.
  • Alguns países já vivenciam reversões de fluxos de capitais de investidores não residentes não bancários, agravando os desafios econômicos em contexto de conflito.
  • O FMI destaca entradas de stablecoins em economias emergentes e o crescimento do crédito privado (empréstimos diretos de investidores), com estimativa entre cinquenta e cem bilhões de dólares, recomendando cautela e vigilância regulatória por questões de transparência.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta para um aumento do risco entre economias emergentes, provocado pela guerra no Irã. A análise aponta maior vulnerabilidade a altas de juros e a choques cambiais, decorrentes da dependência crescente de investidores de mercado, como fundos de hedge.

Segundo o FMI, US$ 4 trilhões entraram no mercado emergente no ano passado vindos de fora do sistema bancário formal, incluindo fundos de hedge e fundos de investimento. Esse fluxo pode facilitar o acesso a capital, mas aumenta a volatilidade em períodos de tensão financeira.

A instituição lembra que finanças baseadas no mercado costumam ser mais suscetíveis a retiradas abruptas, o que eleva custos de empréstimos e pressiona moedas em crises externas. Em cenários de choque, isso pode piorar condições de financiamento e frear o crescimento.

Alguns países já vivenciam esses desafios, diz o FMI, com fluxos de capital de investidores não residentes passando a se reverter. Entre famílias de investidores, fundos de hedge e fundos mútuos demonstram maior propensão a retirar recursos, em contraste com pensões e seguradoras.

O FMI também destaca o crescimento de fluxos de stablecoins para economias emergentes, apontando vulnerabilidade a oscilações mais amplas nos mercados de criptomoedas. Paralelamente, o crédito privado de capital fechado cresceu, estimado entre US$ 50 bilhões e US$ 100 bilhões, nos últimos dez anos.

A instituição alerta para lacunas de transparência e dados no crédito privado, o que dificulta a identificação rápida de vulnerabilidades à estabilidade financeira. Reguladores devem estar atentos a esse risco opaco.

O material é parte do capítulo do próximo Global Financial Stability Report do FMI, divulgado enquanto autoridades de finanças globais se preparam para as reuniões de primavera, em Washington, na próxima semana. O tema da reunião tende a incluir o impacto econômico da guerra.

Georgieva afirmou que, diante do conflito, o caminho leva a aumentos de preços e crescimento mais lento, mesmo que o combate termine hoje. A expectativa é de efeitos negativos persistentes para a economia global.

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