- O BRB pediu ao Supremo Tribunal Federal que reserve recursos vinculados a eventual acordo de delação de Daniel Vorcaro para cobrir o rombo estimado em R$ 6,5 bilhões decorrente de fraudes envolvendo o Banco Master.
- A instituição solicita a “reserva, segregação e vinculação” de recursos que venham a ser bloqueados, repatriados ou ofertados em acordos de colaboração premiada.
- O objetivo é assegurar ressarcimento às partes prejudicadas durante as negociações entre a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República no caso do Master.
- Vorcaro e o cunhado Fabiano Zettel estão presos e negociam delações com as autoridades, na esteira da Operação Compliance Zero, que apura créditos fictícios e outras irregularidades no banco.
- O movimento ocorre em meio ao risco de intervenção ou liquidação do BRB e diante de disputas jurídicas por recursos, além da pressão de órgãos de controle como BC e TCU.
O Banco de Brasília (BRB) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que reserve recursos vinculados a eventual acordo de delação do banqueiro Daniel Vorcaro para cobrir prejuízos causados pelo Banco Master. A solicitação ocorreu no âmbito de negociações com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira 2, o BRB aponta necessidade de assegurar meios de ressarcimento às partes prejudicadas pela crise do Master, que envolve operações financeiras fraudulentas. A medida visa resguardar valores já bloqueados ou a serem repatriados.
A instituição revelou que a reserva envolve a possibilidade de bloqueio, segregação e vinculação de recursos obtidos em acordos de colaboração premiada ou outras alocações. A PF e a PGR conduzem investigações sobre irregularidades no banco ligado a Vorcaro.
Vorcaro e o cunhado Fabiano Zettel estão em negociação de delação com as autoridades, com potencial redução de penas. O BRB teme que recursos resgatados no processo não supram os prejuízos de instituições expostas ao Master.
O caso ganhou contornos institucionais após a tentativa frustrada de aquisição do Master pelo BRB, barrada pelo Banco Central há cerca de um ano. A operação levantou questionamentos sobre a saúde financeira do banco privado envolvido.
Com o aprofundamento das apurações, o BRB busca prioridade no ressarcimento, em contexto de risco de intervenção ou liquidação do banco público. A pressão envolve órgãos de controle como BC e TCU, além de disputas por recursos.
Entre na conversa da comunidade