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Nike enfrenta pressão e ações atingem menor nível em dez anos

Nike registra queda das ações no menor valor em dez anos e lucro por ação menor; há expectativa de alívio com patrocínios na Copa do Mundo

Seleção Brasileira é patrocinada pela Nike. (Foto: Rich Storry / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
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  • As ações da Nike caíram 1,5% no último trimestre, atingindo 44,62 dólares, o menor valor em dez anos.
  • Desde outubro de 2024, quando o CEO Elliott Hill assumiu, as ações acumulam queda de 35%.
  • O lucro por ação caiu de R$ 0,54 para R$ 0,35 no primeiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2026, com receita estável em 11 bilhões de dólares.
  • A Nike projeta retração de 2% a 4% nas vendas no quarto trimestre fiscal; a receita direta ao consumidor caiu 4% devido à menor força das lojas próprias físicas e digitais.
  • A Copa do Mundo é apontada como possível alívio, com patrocínios e lançamento de camisas; a venda da camisa amarela da seleção brasileira aumentou 30% frente a 2014.

A Nike vive um momento de pressão no mercado. As ações caíram 1,5% no último trimestre e atingiram o menor patamar em dez anos, conforme o relatório de desempenho fiscal divulgado pela empresa. Take total de quedas desde outubro de 2024 soma 35% com a entrada de Elliott Hill como CEO.

As ações registraram 44,62 dólares, o valor mais baixo desde outubro de 2014. Instituições financeiras globais adotaram postura cautelosa, classificando as ações como neutras e deixando de recomendar compra. Em comparação, a Adidas fica em torno de 155 dólares.

A empresa divulgou resultados do primeiro trimestre de 2025 ante igual período de 2026, com lucro por ação caindo de 0,54 para 0,35 dólar. A receita permaneceu em 11 bilhões de dólares, equivalentes a pouco mais de 56 bilhões de reais na cotação atual.

Perspectivas e projeções

O relatório aponta queda de 2% a 4% nas vendas no quarto trimestre fiscal, acima da faixa de 1,9% prevista pelo mercado. A receita direta ao consumidor diminuiu 4%, reflexo da menor força das lojas próprias, físicas e online.

Tarifas elevadas na América do Norte reduziram a margem bruta em pouco mais de 40%. A situação geopolítica no Oriente Médio, com impactos no preço do petróleo, também é citada como fator negativo.

Reestruturação e gestão

A Nike reduziu custos ao longo de nove meses, concentrando cortes em áreas como tecnologia e cadeia de suprimentos. A medida busca estabilizar o desempenho financeiro e sustentar a operação no curto prazo.

O CEO Elliott Hill sinalizou cansaço com o momento atual em conversa com funcionários, sem deixar de enfatizar a busca por crescimento e retomada de ritmo, segundo gravação obtida pela imprensa.

Potencial com o mercado esportivo

A temporada da Copa do Mundo é apontada como possível alavancagem para a Nike, pela exposição de patrocínios envolvendo seleções como Brasil, França e Inglaterra, além de jogadores de grande alcance no branding global. A camisa amarela da seleção brasileira, por exemplo, teve venda significativamente maior em comparação ao Mundial de 2014, conforme a CBF.

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