- A guerra no Irã evidencia a dependência do Exército dos EUA de tungstênio, metal essencial para munições e peças de foguetes, apesar de o país não minerar comercialmente esse metal há mais de uma década.
- A demanda disparou com o conflito, fazendo os preços aumentarem mais de cinqüenta por cento, e os estoques norte‑americanos estão baixos, sem claro respaldo para reposição rápida.
- A China domina o mercado global de tungstênio, o que amplia a vulnerabilidade dos EUA em cadeias de suprimentos e acende alertas sobre depender de importações e reciclagem.
- O governo dos EUA tem apoiado iniciativas para ampliar a produção doméstica, incluindo uma planta de tungstênio no Cazaquistão em parceria com a Cove Capital e um financiamento de 6,2 milhões de dólares para um projeto em Nevada.
- Analistas dizem que pode levar anos para consolidar uma cadeia de suprimento robusta sem depender da China, com estoques atuais potencialmente indisponíveis enquanto a demanda persiste.
A guerra entre EUA e Irã revela a dependência de tungstênio, metal essencial para munições, motores e componentes de defesa. O esforço militar recente acelerou o consumo de tungstênio, recurso que o país não produz em escala comercial.
Analistas dizem que a reserva de tungstênio dos Estados Unidos esgota-se rapidamente, sem substitutos fáceis. Embora o metal tenha alto ponto de fusão e alta densidade, a oferta mundial é concentrada na China, com produção, importação e consumo dominantes.
O alerta vem de especialistas como Pini Althaus, sócio de uma firma de investimentos em mineração, e de Kyle Chan, pesquisador do Brookings. Eles ressaltam que a escassez pode ampliar vulnerabilidades estratégicas do país.
O tungstênio não é exportado de forma simples; a última mineração comercial nos EUA ocorreu há mais de uma década. O estoque estratégico é mantido, mas conteúdo e magnitude não são públicos.
O conflito no Oriente Médio elevou a demanda por materiais críticos usados em munições. A China, que domina o setor de terras raras e metais críticos, é apontada como fator de pressão sobre cadeias de suprimentos dos EUA.
Antes da operação contra o Irã, o governo americano já aumentava a busca por fontes domésticas. Em meio ao conflito, autoridades teriam pedido apoio de mineradoras para reforçar estoques de tungstênio e outros minerais críticos.
A estratégia federal envolve ampliar a produção doméstica e fortalecer parcerias internacionais. A expectativa é reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros e reduzir vulnerabilidades de abastecimento.
Entre iniciativas, o governo tem apoiado projetos de mineração nos EUA e no exterior, incluindo parcerias com empresas privadas para viabilizar novas minas e plantas de processamento.
Esforços para manter o tungstênio em cadeias de defesa incluem planos com Kazakhstão e investimentos em projetos nos EUA, como em Nevada. Essas ações visam criar produção mais estável a longo prazo.
Entretanto, especialistas alertam que não há solução rápida. Construir cadeias de fornecimento independentes demanda tempo, capital e desenvolvimento de capacidades de processamento e manufatura.
Enquanto os estoques atuais de tungstênio esgotam, as perspectivas apontam para um período de abastecimento restrito. Analistas indicam que o reabastecimento poderá levar anos, dependendo da entrada de novas minas em operação.
Mercados já reagiram, com aumentos significativos de preços do tungstênio após o início do conflito. A volatilidade deve continuar conforme a demanda militar se mantém alta.
A administração busca reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros e ampliar a resiliência de cadeias críticas. A prioridade é assegurar materiais essenciais, inclusive tungstênio, para defesa e infraestrutura estratégica.
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