- O faturamento das PMEs caiu 0,2% em fevereiro de 2026 ante o mesmo mês de 2025, apontando desaceleração no início do ano.
- Comércio liderou as perdas, com queda de 8,5% no faturamento médio real; varejo (-9,8%) e atacado (-5,6%) também recuaram.
- Infraestrutura registrou retração de 16% na comparação anual, refletindo serviço de construção civil e juros elevados.
- Indústria manteve a sequência de altas, com crescimento de 4,9% no faturamento real em fevereiro, o décimo mês seguido de expansão.
- O panorama lembra que a confiança do consumidor e de empresários está fraca, contribuindo para a desaceleração das PMEs e para a projeção de menor dinamismo em 2026.
O faturamento das PMEs registrou queda de 0,2% em fevereiro de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo o IOde-PMEs. O resultado sinaliza desaceleração após o avanço de 6,4% no quarto trimestre de 2025. Comércio, serviços e infraestrutura contribuíram para o desempenho negativo.
A pesquisa aponta que a confiança de consumidores e empresários segue pressionada, mesmo com renda e emprego relativamente estáveis. Observa-se sustentação dos rendimentos reais do trabalho, próximos a 13% acima do nível pré-pandemia, e desemprego em patamar baixo.
O índice também aponta baixa de sentimento refletida pela queda da confiança do consumidor, que recuou 1,2 ponto percentual em fevereiro, após queda de 1,8 ponto em janeiro. A inflação tem arrefecido, mas as vendas das PMEs permaneceram fracas.
Comércio registra forte recuo
O setor foi o principal motor da retração, com queda de 8,5% no faturamento real em fevereiro frente a fevereiro de 2025. O varejo caiu 9,8% e o atacado 5,6%, em taxas anuais. Entre os destaques ficaram joalheria, relojoaria e supermercados.
Em serviços, o faturamento ficou estável, com leve recuo de 0,2%. Atividades profissionais, científicas e técnicas contribuíram parcialmente, enquanto transportes e alojamento e alimentação puxaram para baixo.
Infraestrutura volta ao negativo
A infraestrutura teve retração de 16% na comparação anual, com impacto sobre obras de construção civil e serviços especializados. Juros elevados e volatilidade de confiança ajudam a manter a pressão sobre o segmento.
Indústria segue em expansão
Por outro lado, o setor industrial cresceu 4,9% em fevereiro, marcando o décimo mês seguido de alta. Entre os 23 subsetores acompanhados, 15 registraram avanço. Destaques ficaram com couro e calçados, madeira e papel e derivados.
O desempenho do primeiro bimestre coloca pressão sobre a projeção de crescimento de 2,9% para o faturamento total das PMEs em 2026, em um ano de maior volatilidade macroeconômica.
Entre na conversa da comunidade