- Empresas do Reino Unido, em pesquisa com mais de 2 mil diretores financeiros, projetam alta de preços de 3,7% no próximo ano, ante 3,4% em fevereiro.
- A previsão de inflação para a economia subiu de 3,0% para 3,5%.
- O fechamento do estreito de Hormuz elevou os preços de petróleo e gás, sinalizando pressões de custos para a indústria.
- A secretária da Fazenda, Rachel Reeves, recebeu líderes do varejo para discutir riscos de desabastecimento e aumentos de preços; há pressão para atenuar contas de energia e evitar aumento do imposto sobre combustível.
- O Banco da Inglaterra acompanha as intenções de preços das empresas para decidir futuras sinais de política monetária, com previsão de dois aumentos de juros até o fim do ano, em meio a inflação mais alta.
Empresas britânicas devem elevar preços com mais rapidez nos próximos meses, aponta pesquisa do Banco da Inglaterra realizada no mês passado, após o início do conflito no Irã. A coleta envolveu mais de 2 mil diretores financeiros.
O levantamento indica expectativa de alta de 3,7% nos preços no próximo ano, ante 3,4% em fevereiro. A inflação prevista para a economia também subiu, de 3% para 3,5%.
A linha de custo foi pressionada pela possível interrupção no estreito de Hormuz, elevando tarifas de petróleo e gás e sinalizando repasses maiores aos preços dos bens.
Agenda governamental e impactos para famílias
A ministra de Economia, Rachel Reeves, reuniu-se com chefs de varejo na quarta-feira em Downing Street para discutir riscos de desabastecimento e novos aumentos de preços.
Reeves também enfrenta pressão para conter possíveis altas nas tarifas de energia doméstica antes do próximo inverno e deter o plano de elevação de 5p por litro no imposto de combustível, previsto para março.
Perspectivas monetárias
O Banco da Inglaterra monitora de perto as intenções de preços das empresas para decidir se elevará as taxas de juros além dos 3,75% atuais. Mercados apontam mais de uma alta este ano, mas o banco alerta para demanda fraca que pode frear repasses.
O governador Andrew Bailey avisou que o mercado pode estar antecipando movimentos sem respaldo na demanda, o que reforça a cautela sobre novas altas de juros.
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