- A duplicata escritural digitaliza títulos comerciais, com registro centralizado, permitindo que a PME use o faturamento futuro como garantia e não fique atrelada a um único banco.
- Com o registro, a empresa constrói histórico de crédito, oferecendo visibilidade para financiadores competirem oferecendo crédito.
- O registro eletrônico reduz risco e spread, já que alterações ou cancelamentos ficam visíveis em tempo real para o financiador.
- A portabilidade facilita comparar ofertas de antecipação e migrar para instituições com condições melhores.
- A integração com sistemas de gestão agiliza o aceite e a liquidação dos títulos, minimizando erros e otimizando o fluxo de caixa.
A digitalização dos títulos comerciais avança, abrindo espaço para que as PMEs negociem condições de crédito mais vantajosas e tenham acesso a uma diversidade maior de financiadores. O foco é o uso de recebíveis com identidade própria, registrando as duplicatas de forma centralizada para ampliar a visibilidade de crédito das empresas.
Com o registro escritural, o título deixa de ficar vinculado a um único banco e passa a pertencer à empresa tomadora. A partir desse ponto, o gestor pode apresentar os recebíveis a factorings, FIDCs ou outras instituições, utilizando o próprio faturamento futuro como garantia auditável. Essa mudança facilita a comparação de ofertas e o acesso a novas fontes de financiamento.
Para o setor de PMEs, a principal vantagem é a construção de um histórico de crédito mais robusto. Ao centralizar o registro, a empresa ganha uma vitrine da saúde financeira, permitindo que financiadores avaliem a qualidade dos ativos e disputem condições de crédito de forma mais competitiva.
Recebíveis com identidade própria
A duplicata escritural reduz um problema antigo do mercado: a emissão de duplicatas sem lastro ou a duplicação do documento entre instituições. Com o registro eletrônico, alterações ou cancelamentos ficam visíveis em tempo real para o financiador, elevando a segurança jurídica e diminuindo o spread embutido no crédito.
O efeito prático é a portabilidade: a PME pode comparar ofertas de antecipação e migrar para a instituição com melhores condições, sem depender de relações pessoais com gerentes de conta. A mudança favorece maior competição entre financiadores e maior eficiência na captação de recursos.
Integração com a gestão do dia a dia
Outro desdobramento envolve a operação diária das empresas. A integração com sistemas de gestão e plataformas financeiras agiliza o aceite e a liquidação dos títulos, reduzindo erros manuais que costumam atrasar o fluxo de caixa em períodos de alta movimentação.
Segundo Magno Lima, CEO da SPC Grafeno, o impacto direto é a transformação do crédito em ferramenta de planejamento, ao eliminar a subjetividade do risco. Com isso, o custo torna-se mais previsível e alinhado ao desempenho real da empresa.
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