- O mercado de remédios para emagrecimento pode chegar a US$ 150 bilhões em vendas anuais na próxima década, com Novo Nordisk e Eli Lilly na liderança.
- A Eli Lilly tornou-se a segunda empresa a obter aprovação de um comprimido para perda de peso nos Estados Unidos, com Orforglipron (Foundayo) aprovado.
- A Novo Nordisk ganhou vantagem por ter a versão oral do Wegovy aprovada pela FDA em dezembro, além de desenvolver candidatos como a amicretina e o CagriSema, com resultados mistos em fases clínicas.
- A Lilly também avança com outros candidatos, como o retatrutide, e firmou acordos para desenvolver novas opções, incluindo parcerias com empresas chinesas e de biotecnologia para ampliar o portfólio.
- O cenário permanece altamente competitivo, com várias farmacêuticas buscando substituir injeções semanais por pílulas e aumentar participação no mercado por meio de licenciamento, parcerias e novos estudos clínicos.
O mercado de remédios para emagrecimento cresce e atrai grandes farmacêuticas. Analistas projetam cerca de US$ 150 bilhões em vendas anuais na próxima década, com competição acirrada entre farmacêuticas líderes e veteranos da área.
Nesta quarta-feira (1º), a Eli Lilly tornou-se a segunda empresa a aprovar um comprimido para perda de peso nos EUA, ampliando a tendência de terapias orais mais convenientes. A notícia ocorre em meio a avanços da Novo Nordisk, que já tem Wegovy na forma oral.
A Novo Nordisk conquistou uma vantagem ao ver aprovada pela FDA, em dezembro, a versão em comprimido de Wegovy, seu injetável para obesidade. A empresa também investiga novas moléculas para peso, como amycretin e CagriSema, com resultados variados.
O CagriSema, segundo dados de fase intermediária, apresentou queda de peso menor que a expectativa em estudos de fase final. Em outro tratamento, a Novo protocolou pedido de autorização nos EUA para uso comercial do CagriSema.
Ainda em dezembro, a Novo firmou acordos de licenciamento para candidatos a tratamento de peso em estágios iniciais, incluindo uma parceria com a United Laboratories (China) para o medicamento triple-G, que mira três hormônios.
A Pfizer reforçou seu portfólio por meio de aquisição da Metsera, incluindo o MET-097i, uma terapia GLP-1 para injeção mensal, com pesquisas sobre uso oral e em combinações. A empresa também negocia com a YaoPharma para desenvolvimento de medicamento de controle de peso.
A Lilly, com Orforglipron vendido como Foundayo, mantém avanço com estudos de fase final para o comprimido semanal. Pesquisas mostram perdas de peso significativas em diferentes estágios, incluindo resultados de até 28,7% com o retatrutide, na fase final.
Outros players também aparecem no cenário. Roche avança com CT-388 em fase final de ensaios, enquanto adquiriu direitos de petrelintida da Zealand Pharma. Amgen trabalha com MariTide, que mostrou perdas de até 20% em estudo de fase intermediária.
A Merck fechou acordo para o desenvolvimento do HS-10535, candidato GLP-1, em parceria com Hansoh, abrindo caminho para competição com comprimidos de obesidade. Viking Therapeutics reportou 12,2% de perda de peso em 13 semanas, resultado abaixo de expectativas.
A Scholar Rock divulgou resultados de apitegromab em combinação com tirzepatida, sugerindo preservação de massa magra em fase intermediária. Já a Structure Therapeutics apresentou reduções de peso de até 15,3% em 36 semanas com aleniglipron, mirando fase final em 2026 após reunião com a FDA.
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