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Ações da LVMH caem 28%, no pior início de ano já registrado

Ações da LVMH caem 28% no primeiro trimestre, pior início desde 1989, com guerra, queda no turismo e menor consumo de luxo

(Fonte: Bloomberg)
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  • As ações da LVMH caíram 28% no primeiro trimestre, o pior início de ano já registrado pela companhia, afetadas pela guerra no Oriente Médio, pela desaceleração do consumo de luxo e pela menor circulação de turistas.
  • O tom negativo foi o maior entre as grandes empresas europeias do setor desde 1989, refletindo também o impacto da disrupção em viagens e turismo na demanda por itens de alto valor.
  • A queda de ações levou a LVMH a negociar com desconto de cerca de 20% em relação aos pares, invertendo o prêmio observado na última década.
  • A fortuna do CEO Bernard Arnault caiu US$ 55,4 bilhões no trimestre, para aproximadamente US$ 152,5 bilhões, a maior perda entre os 500 mais ricos do mundo segundo o Bloomberg Billionaires Index.
  • A LVMH divulgará os resultados do primeiro trimestre ainda neste mês, com foco na divisão de moda e artigos de couro, que inclui Louis Vuitton e Dior Couture.

Ações da LVMH sofrem queda histórica no início de 2026, com recuo de 28% no primeiro trimestre. O movimento reflete o impacto da guerra no Oriente Médio, a desaceleração da demanda por itens de luxo e a fraqueza no turismo global. A empresa dona da Tiffany enfrenta um cenário desafiador para o setor.

A deterioração das vendas de artigos de alto valor, aliado à menor fluxo de turistas, pesou sobre a performance da LVMH no período. Analistas destacam que consumidores aspiracionais reduzem gastos em momentos de incerteza, agravando a pressão sobre marcas de luxo.

A visão da empresa para o trimestre anterior já apontava fragilidade, e a escalada do conflito geopolítico amplia as preocupações com custo de vida, crescimento e mercados. A LVMH permanece fortemente exposta aos EUA e à Ásia, especialmente à China, onde as vendas oscilaram.

Desempenho de mercado

Os papéis da LVMH negociavam com desconto de cerca de 20% em relação aos pares, inversão registrada na última década. O nível atual fica abaixo de 20 vezes o lucro previsto para os próximos 12 meses, indicador que historicamente servia de piso para investidores.

Concorrentes registraram quedas similares: Richemont caiu perto de 20% em Zurique, enquanto Hermès registrou recuo próximo de 25%. As perdas contribuíram para pressionar as bolsas europeias, acompanhando empresas como Novo Nordisk e SAP.

A LVMH é líder do setor em receita e valor de mercado e atua como referência para o segmento de itens de luxo. A carteira da companhia inclui marcas de moda, couro, vinhos e destilados, áreas que enfrentam restrições de demanda.

Perspectivas e dados adicionais

A empresa divulgará os resultados do primeiro trimestre ainda neste mês, com foco na divisão de moda e artigos de couro, que abrange Louis Vuitton e Dior Couture. O desempenho do Oriente Médio, citado pela diretora financeira, ampliaria a exposição regional do grupo.

A fortaleza de Arnault é um indicador do humor do mercado de luxo, já que o patrimônio dele recuou cerca de US$ 55,4 bilhões no trimestre, reduzindo sua fortuna para aproximadamente US$ 152,5 bilhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index. A participação da família Arnault manteve-se acima de 50%.

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