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Mercado de Treasuries de US$ 31 trilhões pode exigir intervenção, diz Barclays

Mercado de US$ 31 trilhões de Treasuries cresce rápido, cria lacuna de liquidez e pode exigir intervenções oficiais para manter seu funcionamento, segundo Barclays

Mercado de dívida do governo dos Estados Unidos tem crescido a uma taxa de quase 9% desde 2009 (Foto: Al Drago/Bloomberg)
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  • O mercado de dívida do Tesouro dos EUA, avaliado em US$ 31 trilhões, ficou estruturalmente instável por crescer mais rápido que o capital bancário, o que pode exigir intervenções oficiais.
  • Entre 2009 e hoje, o mercado de Treasuries cresce a quase nove por cento ao ano, enquanto o capital bancário avança cerca de 3,8% ao ano desde 2019.
  • O desequilíbrio cria uma lacuna entre oferta e demanda por liquidez e pode amplificar a volatilidade, segundo o relatório dos estrategistas do Barclays liderados por Samuel Earl, Anshul Pradhan e Amrut Nashikkar, com participação de Jeffrey Meli.
  • Intervenções oficiais no mercado de títulos, particularmente pelo Federal Reserve, são comuns desde a crise de 2008; a maior resposta ocorreu durante a pandemia, quando as compras de Treasuries chegaram a quase US$ 5 trilhões em 2022.
  • O estudo sugere um ciclo vicioso: expectativas de intervenção podem levar a maior alavancagem e riscos de desmontes desordenados, e a estabilidade do mercado seria, de certa forma, um passivo do Federal Reserve.

O mercado de Treasuries dos Estados Unidos, que hoje soma cerca de US$ 31 trilhões, pode exigir intervenções oficiais para manter o funcionamento estável. A avaliação é de estrategistas do Barclays, em estudo divulgado no dia 30 de março.

Segundo o relatório, o crescimento do mercado de dívida do Tesouro tem sido muito mais rápido que o avanço do capital bancário, abrindo uma lacuna de liquidez. Esse desequilíbrio seria a base da fragilidade observada no mercado.

O estudo aponta que o crescimento do mercado desde 2009 acontece a uma taxa de quase 9% ao ano, enquanto o capital bancário avança cerca de 3,8% ao ano desde 2019. Dados da FDIC sustentam a comparação.

A diferença entre liquidez disponível e demanda por capital aumenta a necessidade de “intervenções oficiais” para conter momentos de volatilidade. O relatório alerta para um ciclo que pode se autoampliar por efeitos de alavancagem.

O relatório cita o período de pandemia como exemplo de intervenções anteriores, com compras maciças de Treasuries pelo Federal Reserve para atender à demanda de caixa no sistema financeiro, elevando as reservas do banco central.

Entre as causas do avanço do mercado de Treasuries, o relatório aponta déficits federais elevados que exigem financiamento constante, além da desaceleração no crescimento do capital bancário provocada por reformas pós-crise.

Outros sinais do ritmo acelerado incluem a queda relativa dos Treasuries frente aos swaps de juros e o enfraquecimento da participação dos dealers primários nos leilões, desde a crise financeira.

O estudo destaca que o mercado pode suportar períodos de instabilidade, mas a tolerância vem diminuindo nos últimos anos. O arcabouço regulatório atual pressupõe liquidez contínua em momentos de estresse.

Para os autores, a estabilidade do mercado poderia ser vista como um passivo do Federal Reserve, dada a dependência de liquidez que sustenta o sistema financeiro durante tensões.

Conclui o relatório que não é possível manter mercados estáveis, intermediários estáveis e evitar resgates sem ajustes relevantes. Um compromisso com menos intervenções pode elevar a demanda por reservas.

As conclusões apontam que intervenções no mercado de Treasuries, ainda que episódicas, podem se tornar parte do funcionamento normal para evitar desarranjos maiores. O documento reforça a necessidade de monitoramento contínuo.

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