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Estatais federais registram rombo de R$ 4,1 bi no pior 1º bimestre

Déficit de 4,16 bilhões nas estatais federais nos dois primeiros meses de 2026 é o pior início da série histórica do Banco Central, em meio à crise dos Correios

— Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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  • Em dois primeiros meses de 2026, as estatais federais registraram déficit de R$ 4,16 bilhões, o pior bimestre da série histórica do Banco Central (desde 2002).
  • O resultado de início de ano aproxima-se do déficit de todo 2025, que foi de R$ 5,1 bilhões.
  • A crise envolve os Correios, órgão com monopólio em serviços postais, que acumularam prejuízo de R$ 6 bilhões até setembro de 2025, podendo chegar a R$ 9,1 bilhões no ano encerrado.
  • Em dezembro, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, para quitar dívidas e aliviar o caixa.
  • O presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou que os Correios devem precisar de mais R$ 8 bilhões em 2026 para enfrentar a crise, possívelmente via aporte do Tesouro ou novo empréstimo.

Os dados do Banco Central indicam que as estatais federais registraram déficit de 4,16 bilhões de reais nos dois primeiros meses de 2026. O resultado mostra gasto maior que a receita obtida no período. O desempenho representa o pior início de ano da série histórica do BC, que começa em 2002.

O balanço negativo ocorre em meio a uma crise financeira acompanhada pela gestão de várias empresas estatais. O resumo aponta que, até fevereiro, o rombo já superou o déficit registrado em todo o ano anterior, de 5,1 bilhões. O BC utiliza apenas a variação da dívida para conceituar o déficit.

Além do contexto financeiro, o cenário se desenha marcado pela situação delicada dos Correios, com impactos em suas operações. A estatal possui monopólio em recebimento, transporte e entrega de correspondência, além da fabricação de selos.

Correios diante de crise financeira

Até setembro de 2025, o prejuízo acumulado dos Correios era estimado em 6 bilhões de reais. A projeção para 2026 sinalizou possibilidade de alta do rombo, com estimativas de até 9,1 bilhões ao fim de 2026, conforme ajustes realizados pela direção.

Em dezembro, a empresa assinou empréstimo de 12 bilhões de reais com instituições financeiras, com garantia do Tesouro Nacional, para quitar dívidas e melhorar o caixa. A diretoria também aponta necessidade de aporte adicional para 2026.

O presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou que a companhia pode precisar de mais recursos públicos ou de novas operações de crédito para enfrentar a crise no curto prazo. As informações reforçam o panorama de dificuldade de financiamento.

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