- Eagle Football Holdings ingressou com embargos contra a execução da SAF do Botafogo, questionando dívida de R$ 139.845.596,42 cobrada pela holding que controla Lyon e RWDM Brussels.
- A empresa contesta a validade da execução, alegando que o valor real é de R$ 127.490.763,84 e que R$ 12.354.832,58 teriam sido cobrados a mais, considerado um “erro crasso” nos autos.
- A Eagle acusa Textor de tomar o controle da SAF do Botafogo na “mão grande” e descreve a situação como “estarrecedora”, apontando supostas transações ardilosas envolvendo empréstimos entre partes do grupo.
- Alega que documentos foram assinados sob a condução de Textor, que atuava como representante de credor e devedor, e que a execução envolve abuso de direito para pressionar a Embargante.
- A Eagle também sustenta que a continuidade da execução pode causar danos aos ativos do grupo, incluindo o Botafogo, e solicita suspensão imediata do processo até as irregularidades sejam apuradas; a defesa da SAF do Botafogo nega irregularidades e defende o modelo de caixa único do grupo.
Vivendo uma grave crise no campo e na zona de rebaixamento do Brasileirão, o Botafogo enfrenta polêmicas fora das quatro linhas. A Eagle Football Holdings moveu ação contra a SAF do clube, controlada pelo empresário John Textor.
A ação, iniciada em agosto do ano passado, busca execução de dívida de R$ 139.845.596,42. A Eagle questiona a validade da cobrança e contesta os valores, alegando que o valor real seria de R$ 127.490.763,84, com cobrança adicional de R$ 12.354.832,58 considerada erro crasso.
A holding, que também controla o Lyon e o RWDM Brussels, sustenta que Textor tomou o controle da SAF Botafogo na mão grande. Os advogados descrevem a situação como estarrecedora e apontam possível desvio de finalidade na cobrança. A defesa aponta vícios na execução movida pela SAF Botafogo.
Alegações e fundamentos da defesa
A Eagle afirma que as dívidas atuais foram orquestradas por Textor em transações ardilosas do tipo Zé com Zé, em que o empresário teria emprestado dinheiro a si mesmo. Segundo a defesa, Textor detinha poder de decisão sobre as entidades envolvidas, atuando como credor e devedor em diferentes etapas.
A Embargante sustenta que a execução representa abuso do direito, com a SAF Botafogo utilizando a própria controladora como ferramenta de pressão. O texto dos embargos descreve o conjunto de operações como instrumento de coação e possível dano aos ativos do grupo.
Alega-se risco de dano aos ativos estratégicos, incluindo o Botafogo, caso a execução prossiga sem suspensão. Os advogados ressaltam que danos poderiam ser de reparação difícil ou impossível.
Posição do Botafogo SAF
A resposta do Botafogo SAF, enviada à ESPN, defende o sistema de caixa único, afirmando que não houve nada oculto. O clube descreve o modelo como associado à gestão de transferências e ao funcionamento colaborativo entre clubes do Grupo Eagle.
A defesa enfatiza que o caixa único visava beneficiar todos os clubes integrantes, com operações de empréstimos entre as entidades do grupo. A alternativa de suspensão do processo ainda não foi apresentada pela defesa.
Entre na conversa da comunidade