- Aena venceu o leilão do aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro, com lance de R$ 2,9 bilhões, cerca de 211% acima da oferta mínima de R$ 932,8 milhões.
- Infraero deixa de deter 49% do Galeão; a privatização ocorreu pela primeira vez em 2013.
- Zurich Airport participou da disputa, travando forte competição em lances ao vivo com a Aena.
- Com a vitória, a Aena passa a administrar Congonhas e Galeão, tornando-se operacional nos dois aeroportos mais movimentados do Brasil além de Guarulhos.
- O Galeão encerrou 2025 com quase 18 milhões de passageiros, tem capacidade para mais de 37 milhões/ano e gera contribuição anual de 20% do faturamento bruto até 2039.
O grupo espanhol Aena venceu o leilão do aeroporto internacional Galeão, no Rio de Janeiro, realizado nesta segunda-feira. A empresa ofereceu 2,9 bilhões de reais, cerca de 211% acima da oferta mínima de 932,8 milhões definida no edital. O resultado coloca a Aena à frente na concessão do terminal.
A Infraero deixa de ter 49% do Galeão após o leilão. A concessão foi a primeira privatização do aeroporto, ocorrida em 2013, durante o governo de Dilma Rousseff. A atual administradora, com 51% de participação, é a RIOgaleão, formada pela Changi Airport e pela Vinci.
A disputa contou com a participação da Zurich Airport, que ficou em disputa direta com a Aena em lances presenciais. O Galeão fica a 20 quilômetros do centro do Rio e é o maior aeroporto do estado e o segundo maior terminal internacional do Brasil.
O vencedor passa a pagar à União uma contribuição variável anual de 20% do faturamento bruto da concessão até 2039. Em 2024, o faturamento da RIOgaleão somou 1,14 bilhão de reais, com crescimento de 37,4% ante o ano anterior.
A Aena já administra Congonhas, em São Paulo, desde 2022, após vencer leilão que incluiu 11 aeroportos. Com o Galeão, a empresa passa a controlar o segundo e o terceiro aeroportos mais movimentados do país, segundo dados da concessionária.
O Galeão encerrou 2025 com quase 18 milhões de passageiros, alta de 22,8% frente 2024, segundo prefeitura e concessionária. Ainda assim, o terminal opera com ociosidade, pois tem capacidade para mais de 37 milhões de passageiros por ano.
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