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Governo cria medida para ampliar carga tributária a cada 27 dias

Governo amplia arrecadação com medida a cada 27 dias, elevando impostos em meio à desaceleração econômica

Mesmo com a criação de 43 medidas arrecadatórias, contas do governo seguem no vermelho por gastos excessivos (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • Governo Lula criou ou elevou impostos 43 vezes desde o início do mandato, equivalente a uma medida a cada 27 dias.
  • Em dois mil e vinte e cinco a arrecadação somou 2,9 trilhões de reais, alta real de 3,65%; em janeiro deste ano foram 325 bilhões de reais, 3,56% acima de igual período de 2024.
  • Até hoje, a gestão atual instituiu ou aumentou 36 medidas; outras cinco propostas caducaram com a MP 1.303 e não foram retomadas, além de duas iniciativas não tributárias.
  • Especialistas avaliam que a carga tributária elevada pressiona empresas e consumidores, reduzindo a competitividade e o investimento, enquanto a IFI ressalta a necessidade de superávit primário para conter o crescimento da dívida pública.
  • As medidas abrangem reoneração de combustíveis, mudanças na tributação de investimentos, impostos sobre operações financeiras e incentivos revistos, incluindo itens como PIS/Cofins, IOF, IPI, ICMS e outras alterações fiscais.

Desde o início do governo Lula, o Planalto já editou 43 medidas voltadas a aumentar a arrecadação, equivalente a uma nova iniciativa a cada 27 dias. Dados divulgados mostram crescimento da receita mesmo com a ampliação de tributos.

Em 2025, a arrecadação atingiu 2,9 trilhões de reais, com alta real de 3,65%. Em janeiro, o governo registrou 325 bilhões, alta de 3,56% frente ao mesmo mês de 2024. Nas contas oficiais, 36 medidas foram criadas ou fortalecidas, com outras cinco propostas caducadas.

O impacto fiscal é tema de debate entre especialistas, que apontam que o país segue com elevada carga tributária para padrões emergentes. O desafio é equilibrar arrecadação com eficiência de gastos, sem prejudicar a competitividade.

O que houve e quem é envolvido

A consolidação de medidas envolve tributos sobre consumo, investimentos, operações financeiras e incentivos fiscais reconfigurados. Entre os efeitos, há pressão maior sobre empresas e consumidores, com risco de menor investimento no médio prazo.

Análises da área econômica indicam desaceleração econômica em 2025, quando o PIB avançou apenas 2,3%, o menor ganho desde a pandemia. A IFI, órgão sob o Senado, aponta necessidade de superávit primário superior a 2% do PIB para controlar a dívida pública.

MP taxa tudo e desdobramentos

A chamada MP taxa tudo, que caducou em 2025, teve 11 medidas no texto. Mesmo sem vigência, seis foram reapresentadas em projetos posteriores com alterações, como elevação de impostos sobre apostas e fintechs, além de mudanças em benefícios fiscais.

Ao longo de 39 meses de governo, o conjunto de ações incluiu também ajustes em importação, PIS/Cofins, IOF e CSLL, entre outros pontos. A intenção é ampliar a base de tributos, com impactos variados sobre setores produtivos.

A situação do déficit e perspectivas

Relatórios oficiais sinalizam déficits modulares para 2026, com metas mais brandas para a condução fiscal. O cenário de alta tributação permanece controverso, visto que parte do diagnóstico aponta para necessidade de melhoria na eficiência do gasto público.

Pesquisas de opinião mostraram queda na percepção de melhora econômica, o que alimenta o debate sobre o papel de novas medidas tributárias em um ambiente de incerteza econômica. Em meio a isso, a gestão federal mantém o foco em arrecadação para sustentar gastos.

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