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Operação Vem Diesel: como é definido preço abusivo de combustível não tabelado

Operação Vem Diesel fiscaliza postos para coibir aumentos sem justificativa e responsabilizar práticas abusivas, assegurando o abastecimento de diesel

Foto de posto de gasolina. — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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  • A Polícia Federal realiza, nesta sexta-feira (27), uma operação para fiscalizar postos de combustíveis em todo o país, em parceria com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Procons estaduais, para combater preços abusivos.
  • Segundo a Senacon e o Código de Defesa do Consumidor, um preço é abusivo quando há elevação sem justa causa, ou seja, aumento injustificado com vantagem excessiva ao fornecedor.
  • Critérios de identificação: aumento sem justificativa técnica, contextos de emergência ou calamidade, uso de métodos indevidos e necessidade de manter concorrência para repassar reduções ao consumidor.
  • A operação, batizada de Vem Diesel, foca em investigar irregularidades de aumento de preços, fixação de valores entre concorrentes e outras condutas que prejudiquem o consumidor; irregularidades serão encaminhadas à PF para investigação.
  • Mesmo com medidas do governo para conter impactos da guerra no Oriente Médio, especialistas indicam que margens de lucro de distribuidoras e postos aumentaram, e há debates sobre compensação fiscal e ICMS nos estados.

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a operação Vem Diesel, com fiscalizações em postos de combustíveis em todo o país. O objetivo é identificar práticas de aumento de preços e abusos no mercado de diesel, apesar de o valor não ser tabelado oficialmente. A ação conta com o apoio da Senacon e da ANP.

A força-tarefa envolve agentes da PF, equipes da ANP e Procons estaduais, atuando em 11 capitais e no Distrito Federal. Os estados contemplados são São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Tocantins e Goiás, além do DF.

A iniciativa é realizada em parceria com a Senacon e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de coibir reajustes abusivos que gerem prejuízo ao consumidor. Irregularidades identificadas serão encaminhadas para investigação e responsabilização.

Entenda a operação

Forças de segurança realizam fiscalizações para verificar se há elevação de preços sem justificativa técnica, ensejando vantagem indevida. Também verificam práticas entre empresas concorrentes para controlar o mercado.

Segundo a PF, a atuação busca, ainda, identificar casos de aumento em contextos de emergência ou calamidade, que visem lucro com a urgência de consumidores. O trabalho analisa o equilíbrio contratual e a boa-fé nas relações de consumo.

A ANP informou que o abastecimento de diesel no país está garantido até o final de abril, mesmo com as ações de fiscalização em curso. A agência ressalta que a fiscalização apura a cadeia de reajustes e o repasse aos consumidores.

Postos aumentaram margem de lucro

Dados do setor indicam que distribuidoras e postos de combustível ampliaram margens de lucro recentemente, mesmo diante de medidas governamentais para conter impactos da volatilidade internacional. Houve esforços para reduzir impostos federais sobre o diesel e estimular produtores.

Estudos de defesa do consumidor apontam que, desde o início da escalada de conflitos regionais, margens de lucro de diesel S-10, diesel S-500 e gasolina têm subido em média acima de 30%. O cenário mantém pressões sobre o preço final ao consumidor.

O governo tem adotado medidas para mitigar o impacto, como a isenção de PIS e Cofins sobre o diesel, aumento da alíquota de exportação de petróleo e subvenções a produtores e importadores. Também permanece a fiscalização sobre o repasse dessas medidas.

Sob vigilância permanente

A operação Vem Diesel destaca a atuação integrada entre PF, ANP e órgãos de defesa do consumidor para reduzir abusos. As investigações devem continuar conforme identificação de irregularidades durante as fiscalizações.

Ao longo da investigação, as autoridades pretendem esclarecer se houve práticas de fixação de preços entre empresas concorrentes ou outras condutas abusivas que prejudiquem o consumidor. O avanço dependerá de dados colhidos no campo.

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