- Stellantis voltou a priorizar o aprimoramento de seus produtos após um período voltado a cortes de custos, fortalecendo a posição da empresa, segundo o chairman da Exor, John Elkann.
- A companhia investe na melhoria da qualidade, amplia a oferta de modelos híbridos e reaproxima-se das concessionárias, movimentos que já mostram resultados.
- Em relação aos encargos, a Stellantis registrou € 22,2 bilhões (US$ 25,7 bilhões) no mês passado, ligados à revisão de apostas em veículos elétricos.
- Elkann afirmou estar confiante de que a Stellantis “dará a volta por cima” em carta aos acionistas da Exor, holding controladora da montadora.
- A Exor tem feito reorganizações estratégicas, incluindo simplificação de portfólio, venda de ativos e maior foco em menos empresas, além de manter caixa acima de € 3,5 bilhões para futuras aquisições.
A Stellantis retomou o foco em aprimorar seus produtos após um período dedicado a ajustes de contas e cortes de custos, segundo o chairman da Exor, John Elkann. Em carta aos acionistas, ele informou que a estratégia visa fortalecer a posição da montadora.
Segundo Elkann, a empresa tem investido na melhoria da qualidade, ampliado a oferta de modelos híbridos e reaproximado as concessionárias. Essas iniciativas já apresentam sinais de recuperação, ainda que o ano tenha sido desafiador.
A carta também aborda impactos recentes, com encargos de € 22,2 bilhões ligados à revisão de apostas em veículos elétricos. Elkann descreve o 2023 como um “ano de ajuste de contas” para corrigir falhas em diversas áreas do grupo.
Mudanças na Exor e reflexos na Stellantis
A Exor, holding que controla a Stellantis, Ferrari e Juventus, divulgou resultados abaixo do esperado. As ações da Exor tiveram queda acentuada, enquanto as da Stellantis também recuaram significativamente neste ano.
Entre as medidas anunciadas, a Exor destacou simplificação do portfólio e foco maior em menos empresas para melhorar supervisão. A companhia vendeu a Gedi Gruppo Editoriale ao Antenna Group e encerrou a saída do Iveco Group para a Tata Motors.
Paralelamente, houve a alienação da unidade de defesa da Iveco para a Leonardo. Mesmo com as vendas, a Exor elevou a posição de caixa para mais de € 3,5 bilhões, ampliando a capacidade para novas aquisições, incluindo investimento já feito na Royal Philips NV.
Em 2023, a holding passou a deter 15% da Philips, por cerca de € 2,6 bilhões, e elevou a participação para aproximadamente 19%. Elkann, escolhido pelo avô Gianni Agnelli, lidera os interesses industriais da família desde então.
A Stellantis busca recuperar competitividade e avalia parcerias com empresas chinesas que possam investir em operações europeias. O chairman também alertou que 2026 deverá manter volatilidade e incertezas no cenário geopolítico e de mercado.
Observa-se que a carta de Elkann sugere uma mudança de ritmo: a Stellantis volta a priorizar produtos, enquanto a Exor ajusta o portfólio e reforça a liquidez para novas oportunidades.
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