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Copom divulga ata dura e não aponta trajetória de juros

Ata do Copom aponta maior incerteza externa e inflação elevada, com recuo da Selic a 14,75% sem indicação de trajetória futura

Pedestres em frente à sede do Banco Central, em Brasília: foco no cenário externo
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  • Copom divulgou a Ata da reunião nº 277, realizada nos dias 17 e 18 de março, destacando aumento da incerteza inflacionária por causa do conflito no Irã e do Oriente Médio.
  • O documento aponta que a incerteza externa aumentou consideravelmente, com tensões geopolíticas e novas dúvidas sobre a política econômica dos Estados Unidos.
  • A atividade econômica doméstica mostrou moderação, mas indicativos do primeiro trimestre de 2026 sugerem retomada em relação ao fim de 2025, com variação positiva do PIB em 2026, ainda que menor que em 2025.
  • O texto sinaliza um novo risco: aquecimento do mercado de trabalho, com desemprego em patamares baixos e rendimentos reais acima da produtividade, exigindo aprofundamento da análise sobre transmissão aos preços.
  • Não houve indicação de corte para a próxima reunião; o Copom afirmou que, em cenário de expectativas desancoradas, há necessidade de restrição monetária maior por mais tempo. A decisão levou a Selic a 14,75% ao ano, sem forward guidance para movimentos futuros.

O Copom divulgou a Ata da reunião nº 277, realizada nos dias 17 e 18 de março. O documento aponta aumento da incerteza sobre inflação devido ao conflito no Irã e ao agravamento das tensões no Oriente Médio. Além disso, cita impactos de fatores externos na trajetória de preços.

A ata destaca que a incerteza externa se elevou significativamente. O texto cita ainda que tensões geopolíticas e novas incertezas sobre a política econômica dos EUA contribuíram para esse cenário mais elevado.

No âmbito doméstico, a atividade econômica manteve moderada trajetória de crescimento, segundo a ata. Indicadores preliminares apontam, contudo, para uma retomada da atividade no primeiro trimestre de 2026 em relação ao final de 2025, ainda que abaixo de 2025.

Riscos e transmissão

O Comitê sinaliza um novo foco de risco: o aquecimento do mercado de trabalho. A taxa de desemprego permanece baixa e rendimentos reais têm superado o crescimento da produtividade, o que demanda aprofundamento da análise sobre a transmissão até os preços nos diversos setores.

A ata não traz previsão de corte na próxima reunião e reforça a necessidade de manter restrição monetária mais duradoura em um cenário de expectativas desancoradas. A conclusão aponta para maior cautela diante da incerteza.

Decisão de política monetária

Apesar das avaliações, o Copom decidiu reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Não houve orientação sobre movimentos futuros, e o texto afirma que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão definidas ao longo do tempo, com novas informações sendo incorporadas.

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