- Arrecadação federal com impostos, contribuições e demais receitas chegou a R$ 222,1 bilhões em fevereiro, alta real de 5,7% frente ao mesmo mês de 2024, e é o maior valor já para fevereiro desde 1995.
- O ganho foi puxado pela arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos de PIS/Cofins, IRRF-Capital e IOF, este último com aumento no ano anterior.
- A explicação oficial para o recorde inclui também o crescimento da economia brasileira e os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Nos dois primeiros meses do ano, a arrecadação totalizou R$ 547,9 bilhões (sem inflação) ou R$ 550,2 bilhões com deflator, representando crescimento real de 4,41% e outro recorde para o período.
- Em 2026, o governo mantém meta de saldo positivo de 0,25% do PIB (cerca de R$ 34,3 bilhões), com margem de tolerância. Se considerado o uso de despesas, pode apontar rombo de cerca de R$ 23,3 bilhões, mantendo abertura de contas negativas mesmo com números positivos.
A Receita Federal informou que a arrecadação federal com impostos, contribuições e demais receitas somou 222,1 bilhões de reais em fevereiro deste ano. O resultado representa alta real de 5,7% ante fevereiro de 2023, descontada a inflação. O mês bateu recorde histórico para o período desde 1995, quando começou a série.
Segundo a Receita, o desempenho foi puxado pela equipe de arrecadação da previdência, além dos desempenhos do PIS/Cofins, do IRRF-Capital e do IOF, que teve aumento no ano passado. Oferta de informações oficiais confirma o impacto de ajustes recentes na estrutura tributária.
O cenário reflete também o ritmo da economia brasileira, com crescimento que favorece a base de tributação e recolhimentos. O efeito de mudanças de alíquotas anunciadas nos últimos anos é citado pela pasta como parte da explicação para o resultado.
Desempenho mensal e bimestre
Nos dois primeiros meses do ano, a arrecadação federal somou 547,9 bilhões de reais, sem correção pela inflação. Com ajuste de preços, o total ficou em 550,2 bilhões, ante 526,9 bilhões no mesmo período de 2023.
Esse volume representa crescimento real de 4,41% e atinge patamar recorde para o início do ano. A mensagem oficial destaca que o desempenho no primeiro bimestre consolidou o recorde histórico para o período.
Panorama fiscal para 2026
O governo mantém a meta de fechar 2026 com saldo positivo de 0,25% do PIB, próximo dos 34,3 bilhões de reais. O arcabouço fiscal admite um intervalo de tolerância de 0,25 ponto, com possibilidade de uso de 57,8 bilhões para despesas, como precatórios.
Caso os números se confirmem, o rombo esperado em 2026 fica em torno de 23,3 bilhões de reais, mesmo com saldo positivo apresentado na meta formal. A leitura aponta para déficits ao longo do mandato, conforme estimativas oficiais.
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