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Boas práticas para médias empresas adotarem IA generativa nas finanças

Dados confiáveis, adoção gradual e a integração do CFO ao processo definem o caminho seguro para IA agêntica nas finanças, segundo relatório

Veja 5 passos para limpar o nome e reorganizar as finanças
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  • O mercado global de IA agêntica nas finanças deve crescer de US$ 9,89 bilhões em 2026 para US$ 57,42 bilhões até 2031, com avanço de cerca de 42,14% ao ano.
  • O setor BFSI respondeu por 19,12% da participação de mercado em 2025, a maior fatia entre os setores analisados.
  • Médias empresas precisam se adaptar para manter competitividade e acesso a capital, segundo o relatório da Mordor Intelligence.
  • O primeiro passo é garantir a qualidade dos dados: informações confiáveis, integradas e em tempo real para evitar decisões erradas.
  • Adoção deve ser gradual e o CFO precisa estar integrado desde o início, para que os alertas e recomendações orientem decisões.

O mercado global de IA agêntica nas finanças avança rapidamente. Um relatório da Mordor Intelligence aponta que médias empresas devem se adaptar para não perder competitividade nem acesso a capital. Projeções vão de US$ 9,89 bilhões em 2026 a US$ 57,42 bilhões até 2031, com média de crescimento de 42,14% ao ano. O cenário é mundial.

O setor financeiro já é o principal impulsionador desse movimento. Em 2025, o segmento BFSI respondeu por 19,12% da participação de mercado em IA agêntica, a maior fatia entre setores analisados. O levantamento enfatiza pressão de investidores sobre a maturidade tecnológica da área financeira.

Para Fernando Trota, founder e CEO da Triven, as métricas refletem a realidade das médias empresas. Segundo ele, due diligence de venture capital já considera a área financeira mais estruturada e com dados em tempo real.

O que diferencia a IA agêntica dos sistemas convencionais

Ao contrário de ferramentas tradicionais, a IA agêntica raciocina e atua de forma independente para alcançar objetivos complexos. No setor financeiro, agentes integram detecção de fraudes, gestão de riscos, atualização de portfólios e análise de crédito em ciclos contínuos.

A área deixa de apenas organizar números e passa a gerar contexto, alertar riscos e orientar decisões em tempo real, sem intervenção humana em cada etapa. Isso acelera respostas a situações dinâmicas de mercado.

Comece pela qualidade dos dados, não pela tecnologia

O primeiro passo é organizar as informações já existentes na empresa. Dados inconsistentes ou fragmentados prejudicam qualquer camada de IA agêntica. Operações financeiras precisam gerar informações confiáveis, integradas e em tempo real.

Sem dados consistentes, a automação acelera decisões ruins. A qualidade dos dados é vista como base para todo o processo de adoção gradual da IA agêntica.

Adote o modelo de forma gradual

A modernização não precisa ocorrer de uma vez. A adoção por etapas reduz resistência interna e permite ajustes antes de ampliar o uso.

Médias empresas devem começar identificando onde a visibilidade financeira gera mais risco, como fluxo de caixa, endividamento e previsibilidade de receita. O caminho inicial deve priorizar essas áreas.

Integre o CFO às decisões desde o início

A tecnologia gera valor quando o CFO atua com base em alertas e recomendações dos sistemas agênticos. O executivo financeiro precisa validar e agir com os insumos dos modelos.

O futuro aponta para um CFO que seja parte de um sistema de inteligência distribuída na empresa, combinando experiência humana e tecnologia para melhorar a qualidade das decisões que movem o negócio.

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