- Dario Durigan foi nomeado ministro da Fazenda; Fernando Haddad foi exonerado para concorrer ao governo de São Paulo, conforme publicação no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (20).
- Durigan era secretário-executivo da pasta e foi apresentado por o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento em São Paulo.
- Sua trajetória inclui atuação em medidas de recomposição de receitas, reforma tributária sobre o consumo e renegociação da dívida dos estados. Também já trabalhou com Haddad na prefeitura de São Paulo.
- Desafios futuros: manter a meta fiscal de 2026, com saldo de zero ou superávit de até R$ 68,6 bilhões, conforme regras do arcabouço fiscal, e lidar com o teto de gastos.
- Cenário externo e interno: war no Oriente Médio impacta preço do petróleo; governo já anunciou medidas como redução de impostos e subsídios para o diesel.
Dario Durigan foi nomeado nesta sexta-feira (20) como novo ministro da Fazenda. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Fernando Haddad deixou a pasta para concorrer ao governo de São Paulo.
Pouco antes, em evento em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou Durigan a se apresentar ao público, destacando que ele assume o posto a partir da saída de Haddad.
Trajetória
Durigan atuava como secretário-executivo do Ministério da Fazenda, posição de segunda linha na gestão. Desde 2023, participou de medidas para recomposição de receitas e da articulação da reforma tributária sobre o consumo.
Antes do Ministério, foi consultor na Advocacia-Geral da União (2017-2019) e atuou no setor privado como diretor de Políticas Públicas do WhatsApp (2020-2023). Também integrou a equipe de Haddad na gestão da prefeitura de São Paulo (2015-2016).
Desafios na Fazenda
Durigan terá de coordenar ações econômicas durante a campanha de Lula, com foco em manter o equilíbrio fiscal e enfrentar oposição. Entre pautas possíveis estão ajustes na tributação e revisões de benefícios sociais.
O governo trabalha para a implementação da CBS, imposto sobre consumo, em 2027, com normas de transição em 2026. Para 2026, a meta fiscal é apresentar leve superávit, ajustado por gastos com precatórios.
Além disso, o ministro precisará administrar o espaço fiscal limitado pelo arcabouço, com gastos obrigatórios crescendo acima da inflação. O cenário internacional, com alta no preço do petróleo, também entra na equação.
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