- Ações globais operam em queda: futuros do S&P 500 caem 0,3%, ações europeias recuam cerca de 2% e a bolsa asiática fica cerca de 2,8% no negativo.
- Brent supera os US$ 117 por barril, com alta acumulada de mais de 60% desde o início do conflito; o WTI avança 1,4%.
- O gás natural europeu sobe; relatos apontam alta de até 35% na sessão.
- Bancos centrais manteêm juros: o Federal Reserve e o Banco do Japão sinalizam cautela diante das incertezas geopolíticas e da inflação.
- Copom corta a Selic em 0,25 ponto, para 14,75%, o que gestores veem como apoio aos ativos brasileiros e espaço para novos cortes caso o cenário externo melhore.
O mercado financeiro global recuou nesta quinta-feira, 19 de março, diante da escalada dos preços de petróleo e gás e de temores de inflação ligado ao conflito no Oriente Médio. Investidores buscam compreender o impacto sobre crescimento e juros, com sinais de cautela de bancos centrais.
Futuros do S&P 500 caíram 0,3%, após ganhos da semana serem revertidos na véspera. Bolsas europeias recuaram cerca de 2%, enquanto o desempenho de ações na Ásia ficou em queda de 2,8%. O Brent avançou mais de 60% desde o início do conflito, acima de US$ 117 por barril; o WTI subiu 1,4%.
O gás natural europeu subiu até 35%, ampliando a pressão sobre custos de energia. Bancos centrais sinalizam cautela: o Banco do Japão manteve os juros, o Fed também manteve a taxa, elevando as incertezas sobre política monetária diante da inflação.
A aversão ao risco persiste conforme analistas destacam o efeito geopolítico sobre a inflação e o crescimento global. O ambiente de mercado é descrito como tóxico, com investidores buscando proteção contra surpresas macroeconômicas.
Destaques regionais indicam impactos adicionais. No Brasil, gestores avaliam que o Copom pode sustentar ativos ao manter a Selic estável, com espaço para cortes graduais conforme o cenário externo se acalmar.
Ações de tecnologia mostram dinamismo específico: a Samsung planeja investir mais de US$ 73 bilhões em 2026 para ampliar capacidade de chips de IA, buscando consolidar liderança em memória e fundição frente à SK hynix.
Na área farmacêutica, a Novo Nordisk amplia presença no Japão para tratar obesidade, mirando pacientes que pagam do próprio bolso por GLP-1, com estratégias de canais fora do seguro e parcerias para ampliar alcance até 2030.
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