- Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, decisão unânime.
- Indústria, comércio e sindicatos consideram o corte insuficiente e pedem redução mais intensa para estimular consumo, investimentos e empregos.
- Alegam que juros elevados dificultam crédito, aumentam o custo do capital e prejudicam competitividade e poder de compra.
- Governo afirma que seguirá buscando um ambiente favorável ao crescimento, buscando equilíbrio entre inflação, juros e expansão; próxima reunião em maio pode manter a taxa.
- Inflação oficial (IPCA) ficou em 4,65% em 12 meses, dentro da meta; Banco Central mantém postura de vigilância e aponta convergência da inflação para a meta.
A indústria, o comércio e sindicatos criticaram a decisão do Copom de reduzir a Selic em 0,25 ponto, para 13,75% ao ano. Segundo eles, o recuo foi insuficiente para estimular o consumo, o investimento e a produção no curto prazo. O ajuste ocorreu em meio a pressão por políticas de estímulo mais agressivas.
Representantes dos setores afirmam que juros altos dificultam o acesso a crédito e elevam o custo do capital, prejudicando a competitividade das empresas e o poder de compra da população. A expectativa é de mudanças que acelerem o crescimento econômico.
Robson Andrade, presidente da CNI, classificou a decisão como conservadora e cobrou atuação governamental para reduzir ainda mais a taxa. Já Orlando Diniz, da Fecomercio-SP, disse que a Selic precisa ficar próxima de patamares mais baixos, sugerindo até 10% ou menos.
Waldery Rodrigues, secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, garantiu que o governo acompanha as demandas do setor produtivo. Ele afirmou que o objetivo é equilibrar inflação, juros e crescimento por meio de políticas integradas.
A queda da Selic foi anunciada após a divulgação do IPCA, que indicou inflação de 4,65% nos últimos 12 meses, dentro da meta de 3,75% a 5%. Ainda assim, itens como alimentos e energia continuam sob pressão, mesmo com sinais de desaceleração.
Especialistas ressaltam que a redução da taxa é ferramenta importante, mas precisa de apoio de reformas tributária, simplificação regulatória e incentivos à inovação. O BC também deve manter cautela na condução da política monetária.
O mercado espera a próxima reunião do Copom, em maio, com a possibilidade de manutenção em 13,75% ou, para alguns, nova redução. A decisão depende do desempenho da inflação e do dinamismo da atividade econômica.
A autoridade monetária reiterou que a política monetária continuará vigilante aos riscos inflacionários e de crescimento. A projeção aponta inflação de 2026 em torno de 3,5%, com ajuste gradual para convergência à meta.
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