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Corte de 0,25% na Selic elevaria Brasil à 2ª maior taxa real do mundo

Caso o Comitê de Política Monetária reduza a Selic em 0,25 ponto, o Brasil fica com a segunda maior taxa real do mundo, em 9,51% ao ano, atrás da Turquia

Reunião do Copom em 29 de janeiro de 2025. Foto: Raphael Ribeiro/ Banco Central
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  • A projeção majoritária é de queda de 0,25 ponto na Selic, de 15% para 14,75% ao ano, até esta quarta-feira 18.
  • Se confirmada, será a primeira queda desde maio de 2024 e levaria o Brasil à segunda maior taxa real do mundo, atrás da Turquia.
  • A guerra no Oriente Médio é a principal incerteza, pressionando os preços do petróleo.
  • Com Selic em 14,75%, a taxa real ficaria em 9,51%, com Turquia em 10,38%, Rússia em 9,41%, Argentina em 9,41% e México em 5,39%.
  • Se houver corte de meio ponto para 14,5%, a taxa real cairia para 8,75%; se mantida, ficaria em 9,83% e o Brasil manteria a vice-liderança.

O Brasil pode fechar esta quarta-feira com a segunda maior taxa real de juros do mundo, segundo monitoramento das consultorias MoneYou e Lev Intelligence. A maioria dos analistas projeta redução de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,75% ao ano, marcando a primeira queda desde maio de 2024. Outra parcela espera manutenção.

A principal incerteza acompanha a guerra no Oriente Médio, que tem pressionado os preços do petróleo e influenciado as perspectivas de inflação. A curva de juros real considera a taxa de juros de referência ajustada pela inflação projetada para os próximos 12 meses.

Se o Copom efetuar o corte de 0,25 p.p., a taxa real ao fim do dia fica em 9,51%, ficando atrás apenas da Turquia (10,38%). Ainda entre as five maiores, aparecem Rússia e Argentina com 9,41% cada, e México com 5,39%.

Caso haja corte de meio ponto, para 14,5%, a taxa real cairia para 8,75%, colocando o Brasil em quarta posição. Em cenário de manutenção da Selic, a taxa real ficaria em 9,83%, mantendo o país na vice-liderança do ranking.

Além disso, a leitura sobre o impacto depende de variações na inflação prevista. Mercados acompanham os sinais do Comitê de Política Monetária e as perspectivas para o cenário externo, especialmente o petróleo.

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