- A Petrol Retailers Association afirmou que a linguagem “inflamatória” dos ministros pode ter desencadeado abuso contra funcionários de postos de combustível.
- O grupo, que representa proprietários de 65 por cento dos postos no Reino Unido, inicialmente saiu de uma reunião com a ministra Rachel Reeves, mas depois voltou atrás e concordou em participar da reunião em Downing Street na sexta-feira, às 11h.
- O encontro deve contar com o chanceler e o secretário de energia, Ed Miliband, para tratar da atuação da Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) contra aumentos injustificados nos preços.
- A CMA disse que os varejistas foram postos sob alerta como parte de um esforço para coibir lucros abusivos, com a exigência de que forneçam dados de receita, custos e vendas para acelerar a revisão de margens.
- Os preços do combustível subiram acentuadamente, com a gasolina a 140,6 pence por litro e o diesel a 159,18 pence por litro, em meio à escalada global ligada ao conflito no Irã.
O Petrol Retailers Association (PRA), que representa 65% dos balcões de combustível no Reino Unido, afirmou que a linguagem considerada inflamável de ministros contribuiu para abusos contra funcionários de postos. A acusação surge em meio a críticas sobre o aumento dos preços dos combustíveis.
A PRA inicialmente cancelou uma reunião com a ministra Rachel Reeves para discutir a alta dos preços, citando linguagem incorreta e inflamatória. Horas depois, a associação voltou atrás e concordou em participar da reunião prevista para hoje, em Downing Street.
O governo e autoridades partiram para a defesa de medidas de transparência. O Ministério da Fazenda informou que ministros discutiram com a CMA a necessidade de monitorar aumentos injustificados e que os varejistas devem fornecer dados de receita, custos e vendas para apurar margens.
Dados divulgados pela CMA indicam que postos de combustível foram notificados sobre a possibilidade de prática abusiva, no contexto da crise geopolítica que elevou os preços globais do petróleo há cerca de duas semanas. A gasolina subiu, em média, 7,8p, e o diesel, 16,8p por litro.
O chanceler destacou que o governo não tolera ganhos artificiais com o conflito e que a CMA está pronta para agir para evitar abusos. O secretário de Energia também reforçou a fiscalização contra supostos lucros abusivos.
Balmer, diretor executivo do PRA, afirmou que a linguagem empregada pode ter alimentado episódios de abuso contra funcionários. O PRA enfatizou que seus membros atuam para manter preços competitivos e margens operacionais muitas vezes negativas.
Ao sair da reunião, Balmer disse que o encontro foi construtivo e manteve a disposição de colaborar com o governo. Um porta-voz do Tesouro informou que houve acordo sobre maior transparência e atualização de preços em tempo real.
A reunião ocorreu após Reeves mencionar variações de preço entre postos no serviço de abastecimento, com registros de diferença entre quase 180p e menos de 130p por litro, de acordo com dados governamentais.
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