- A fusão entre Massari Fértil e Morro Verde foi concluída; a nova companhia mira dobrar a receita de 500 milhões para cerca de 1 bilhão em até três anos.
- O EBITDA combinado das duas empresas foi de aproximadamente 100 milhões no último exercício, com expectativa de ampliar a participação de mercado além de 2,5% a 3%.
- A expansão inclui atuação em novas plantas e regiões, com pretensão de cobrir cerca de setenta e cinco por cento do potencial agrícola brasileiro em área de influência.
- O portfólio combina a linha DGMS, calcário dolomítico com enxofre, e a linha de fosfato natural reativo da Morro Verde, integrando mineralogia, química e biologia para soluções agronômicas.
- A estratégia também visa reduzir dependência de importados, aumentar uso de insumos locais e explorar mercados no exterior com modelos de solução agronômica, apoiados por governança com conselho e COO para receber investidores.
A fusão entre Massari Fértil e Morro Verde está consumada, com papéis assinados e o nome da nova companhia em definição. Sérgio Ailton Saurin, fundador e CEO, traça meta de dobrar o faturamento para 1 bilhão de reais em até três anos.
A Massari tem histórico de crescimento anual próximo de 30%. A Morro Verde também acelerou demonstrando dinamismo recente. O EBITDA conjunto do último exercício ficou em torno de 100 milhões de reais.
A nova empresa pretende ampliar a presença geográfica. Hoje a Massari atua em SP, MS, TO e já projeta plantas no MT, GO e PR, além de consolidar operações em MG com a Morro Verde.
Modelo de negócios e portfólio
A empresa se posiciona como fornecedora de soluções agronômicas, com mais de 500 produtos registrados no Mapa. A Massari trabalha com calcário dolomítico micronizado com enxofre, enquanto a Morro Verde traz fosfato natural reativo, os chamados FNR.
A estratégia integra minerologia, química e biologia. A gestão vê a substituição parcial de fertilizantes importados por insumos nacionais, aliado a pesquisas de solo e biologia para melhorar a solubilidade de rochas fosfatadas.
A Massari acumula mais de 10 anos de estudos sobre solos tropicais, com dezenas de milhares de análises em parceria com universidades. A USP reconhece a operação de mineração em Salto de Pirapora por inovação e eficiência.
Governança, oportunidades e desafios
A governança passa a seguir modelo próximo ao de empresa de capital aberto, com conselho e comitês. Jorge Fernandes, ex-presidente da Morro Verde, atua como COO, liderando a integração.
A Ore Investments, controladora da Morro Verde, permanece como acionista relevante. Há intenção de captar recursos para acelerar o crescimento, inclusive com expansão internacional para solos tropicais do Paraguai, Bolívia, África e Indonésia.
O cenário atual do setor é desafiador: margens pressionadas, distribuidores em dificuldades e volatilidade cambial. A empresa vê nessas crises oportunidades para acelerar o novo modelo de negócio.
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