- EUA concederam autorização temporária de 30 dias para a compra de petróleo russo que já está em trânsito no mar.
- A medida foi anunciada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, e visa manter os preços sob controle, segundo autoridades.
- O Brent ficou acima de 100 dólares por barril na abertura de sexta-feira, refletindo relatos sobre o mercado de petróleo.
- O estreito de Hormuz continua crucial para o fluxo global de petróleo, com tensões regionais impactando o fornecimento.
- A cada movimento no preço, diversas ações internacionais seguem sob avaliação, incluindo liberações de reservas estratégicas e permissões temporárias a compradores, como a Índia.
O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira, uma autorização temporária para a compra de petróleo russo em mar, com vigência de 30 dias. A medida busca conter o recrudescimento dos preços do combustível, que já subiram nos EUA após tensões no Oriente Médio e o ambiente de sanções. Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a autorização é estreita e não beneficia amplamente o governo russo, pois a maior parte da renda energética vem de impostos na extração.
A decisão ocorre em meio a uma recuperação parcial dos preços do petróleo, com o Brent acima de US$ 100 o barril na abertura de sexta-feira. As autoridades destacam que o movimento se aplica apenas ao petróleo que já está em trânsito e não altera drasticamente o equilíbrio de oferta global. Dados apontam que, até a quinta-feira, havia aproximadamente 124 milhões de barris de óleo de origem russa em navio ao redor do mundo.
Em paralelo, o governo dos EUA já havia autorizado, na semana anterior, refinadores indianos a compra temporária de petróleo russo por 30 dias, após declarações de acordos com a Índia sobre cortes no fornecimento. A medida faz parte de um conjunto de ações para mitigar impactos econômicos em mercados globais diante do conflito entre EUA, Israel e Irã.
Desdobramentos geopolíticos também envolvem o estreito de Hormuz, por onde passa boa parte do petróleo mundial. A Jordação de promessas de apoio à passagem segura de navios contrasta com ações de parte dos países produtores, que demonstram cautela diante da escalada bélica na região. Moscou afirma que facilitar o fluxo de petróleo global depende de cenários de estabilidade energética.
Reação internacional e esforços de intervenção continuam. A Agência Internacional de Energia anunciou a maior liberação de estoques de emergência de sua história, com o objetivo de estabilizar mercados em meio ao conflito regional. Enquanto isso, ataques e represálias no Oriente Médio elevam a volatilidade e mantêm as atenções de mercados, governos e investidores.
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