- Magda Chambriard, presidente da Petrobras, defendeu a política de preços da estatal e afirmou que o reajuste do diesel para distribuidoras começa a vigorar neste sábado, 14, mesmo com a estratégia funcionando.
- A MP recém editada pelo governo zerou o PIS e Cofins sobre o diesel; a Petrobras informou reajuste de R$ 0,38 por litro para as distribuidoras.
- Segundo a executiva, a diferença de preço ao consumidor deve ficar em cerca de seis centavos, caso as margens da cadeia não sejam ampliadas pelos elos seguintes.
- Chambriard afirmou que a privatização da BR Distribuidora (Vibra) reduziu a capacidade da Petrobras de influenciar preços diretamente no consumidor, o que aponta para maior influência de margens em postos com logos da Vibra.
- A companhia abastece cerca de setenta por cento do diesel nacional e, para manter produção, tem mantido consumo de refinarias e elevado o uso de ativos; a gestão destacou que medidas para mitigar sujeito a volatilidade internacional podem ocorrer, se necessário.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, defendeu a política de preços da estatal diante do reajuste do diesel. Ela falou em entrevista nesta sexta (13), quando o aumento para distribuidores passa a valer no sábado (14). O objetivo é manter a estratégia de preços estável, disse.
A executiva explicou que o governo zerou PIS e Cofins sobre o diesel, o que afeta o repasse nas notas fiscais. A Petrobras divulgou aumento de 0,38 por litro para as distribuidoras. Segundo ela, a variação de preço ao consumidor depende das margens da cadeia.
Chambriard ressaltou que a privatização da BR Distribuidora, hoje Vibra, reduziu o poder de influência de preço da Petrobras. Ela citou que a maior parte do mercado fica sob outra empresa, o que reduz impactos diretos no bolso do consumidor.
Medidas e cenário
A presidente afirmou que a Petrobras continua atuando no abastecimento e ajusta a produção conforme o mercado internacional. A companhia informou que abastece cerca de 70% do diesel nacional e mantém importações para complementar a oferta.
Ela disse que há maior uso de ativos das refinarias para garantir produção, com adiamento de manutenções em alguns equipamentos. A estratégia busca enfrentar a volatilidade do mercado diante de tensões internacionais.
Chambriard destacou a atuação do governo na medida de zerar impostos sobre o diesel, reforçando que a política de preços é autônoma da estatal. A avaliação é de que não houve intenção de repassar custos adicionais aos consumidores.
A executiva comentou ainda a possível variação do preço do barril e a influência de fatores externos. Segundo ela, a visão é de evolução favorável no fim do ano, sem impacto indevido aos preços ao consumidor.
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