- A inflação dos EUA ficou em 2,4% em fevereiro, segundo dados oficiais, indicador do cenário econômico antes do conflito com o Irã.
- A inflação núcleo foi de 2,5%; os maiores aumentos ficaram em habitação, serviço médico e utilidades.
- Os dados não refletem ainda o impacto da guerra, que pode provocar oscilações no preço do petróleo.
- O preço da gasolina subiu nos EUA, chegando a cerca de 3,50 dólares no começo de março; analistas dizem que cada alta de 10 dólares no barril pode puxar o índice de preços.
- O mercado de trabalho mostrou queda de 92 mil empregos em fevereiro e a taxa de desemprego subiu para 4,4%; o Fed deve manter as taxas de juros estáveis na próxima reunião. Trump comentou sobre o tema, afirmando que choques do petróleo seriam um “pequeno preço a pagar”.
O índice de inflação dos EUA permaneceu estável em 2,4% em fevereiro, conforme dados oficiais divulgados nesta quarta-feira. O resultado reflete a trajetória antes do impacto da crise entre EUA, Israel e Irã, que pode afetar preços no curto prazo. A inflação núcleo ficou em 2,5%, desconsiderando energia e alimentos voláteis.
Os maiores aumentos ocorreram em aluguéis, serviços médicos e utilidades. Mesmo antes do conflito, a percepção de alta de preços era forte entre a população, com sondagens indicando insatisfação com o governo em meio a tarifas e volatilidade do comércio.
Contexto regulatório e custos de energia
A recente decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou parte da política de tarifas do governo levou o país a adotar uma nova tarifa de 15% sobre imports, sob outra base legal. No curto prazo, o mercado vem monitorando o impacto dos choques de petróleo, potencialmente elevando o nível de preços de consumo.
O conflito com o Irã elevou a incerteza sobre preços globais de energia. No fim de fevereiro, o preço da gasolina nos postos estava perto de US$ 3,00 o galão e subiu para US$ 3,50 por volta de 10 de março. Economistas estimam que cada aumento de US$ 10 por barril pode puxar o nível geral de preços em cerca de 0,2%.
Perspectivas e agenda do Fed
O dado de inflação deverá influenciar a reunião do comitê do Federal Reserve na próxima semana, quando se decidirá se há necessidade de ajuste na taxa de juros. A maioria dos integrantes permanece favorável à manutenção das taxas, mesmo diante da volatilidade.
As pressões de preços permanecem acima da meta de 2% do Fed, mantendo o debate sobre se cortes seriam adequados. A inflação elevada já convive com uma economia com juros altos e com tensões na política comercial.
Mercado de trabalho e condições recentes
Dados de emprego de fevereiro indicaram perda de 92 mil vagas, com a taxa de desemprego subindo para 4,4%. O avanço do desemprego reforça dúvidas sobre o ritmo de recuperação do mercado de trabalho diante de choques externos e políticas domésticas.
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