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Alvos do dossiê que aponta fraudes no Banco Master

PF investiga dossiê apócrifo que aponta fraude bilionária no Banco Master, com prejuízo estimado de 52 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito

Daniel Vorcaro, banqueiro do liquidado Banco Master. (Foto: Reprodução/Youtube/TVLIDE)
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  • A Polícia Federal analisa um dossiê apócrifo encontrado com o empresário Daniel Vorcaro, que atribui fraudes bilionárias no Banco Master e aponta um prejuízo de R$ 52 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito.
  • O documento afirma que o Banco Master era comandado, na prática, por Augusto Lima, e que Vorcaro seria apenas uma figura decorativa.
  • Segundo o texto, haveria manipulação de lucros e uso de ativos podres para esconder prejuízos, incluindo mais de R$ 3 bilhões em ativos sem liquidez.
  • A relação de Augusto Lima com o governo da Bahia seria por meio da compra da estatal Ebal, em 2018, que resultou na criação do Credcesta; a PF investiga possível favorecimento político com o PT.
  • Sobre as acusações, a defesa de Luiz Bull classifica o dossiê como manifesto anônimo com mentiras; Vorcaro, Augusto Lima, Angelo Silva e Nelson Tanure não se manifestaram até o momento.

A Polícia Federal analisa um dossiê apócrifo encontrado com o empresário Daniel Vorcaro. O documento atribui a ex-sócios e diretores a responsabilidade por fraudes bilionárias no Banco Master. O material sustenta que o prejuízo totalizaria cerca de 52 bilhões de reais ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O texto aponta que o Banco Master seria comandado de fato por Augusto Lima, enquanto Vorcaro atuaria apenas como figura decorativa. Segundo o dossiê, haveria operações fraudulentas, manipulação de dados contábeis para esconder prejuízos e uso de métodos agressivos na concessão de empréstimos consignados na Bahia por meio do programa Credcesta.

Dossiê aponta manipulação de lucros

Conforme o relato, diretores de compliance e ex-sócios teriam alterado o valor de ativos podres para apresentá-los como lucro. O esquema incluiria mais de 3 bilhões de reais em ativos sem liquidez, como precatórios e fundos imobiliários, que teriam passado despercebidos pela fiscalização do Banco Central.

Relação com o governo da Bahia é examinada

Augusto Lima, ex-sócio do Master, comprou a estatal Ebal, dona dos supermercados Cesta do Povo, do governo baiano em 2018. A partir daí, teriam sido criados o Credcesta, cartão de crédito para servidores públicos com juros elevados e descontos diretos no salário. A PF investiga se houve favorecimento ou relações ilegais com políticos do PT.

Reações dos citados no dossiê

A defesa de Luiz Bull qualificou o documento como manifesto anônimo repleto de mentiras, sem provas. Daniel Vorcaro, Augusto Lima, Angelo Silva e Nelson Tanure não se manifestaram oficialmente sobre o conteúdo até o momento.

Impacto para o FGC e o Banco Master

O FGC funciona como seguro para poupadores; se a instituição quebra, o fundo garante pagamentos até determinado limite. O dossiê sugere que danos da gestão e das fraudes teriam sido repassados ao FGC, abastecido por contribuições do sistema bancário nacional, com o montante alegadamente estimado em 52 bilhões de reais.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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