- A Polícia Federal analisa um dossiê apócrifo encontrado com o empresário Daniel Vorcaro, que atribui fraudes bilionárias no Banco Master e aponta um prejuízo de R$ 52 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito.
- O documento afirma que o Banco Master era comandado, na prática, por Augusto Lima, e que Vorcaro seria apenas uma figura decorativa.
- Segundo o texto, haveria manipulação de lucros e uso de ativos podres para esconder prejuízos, incluindo mais de R$ 3 bilhões em ativos sem liquidez.
- A relação de Augusto Lima com o governo da Bahia seria por meio da compra da estatal Ebal, em 2018, que resultou na criação do Credcesta; a PF investiga possível favorecimento político com o PT.
- Sobre as acusações, a defesa de Luiz Bull classifica o dossiê como manifesto anônimo com mentiras; Vorcaro, Augusto Lima, Angelo Silva e Nelson Tanure não se manifestaram até o momento.
A Polícia Federal analisa um dossiê apócrifo encontrado com o empresário Daniel Vorcaro. O documento atribui a ex-sócios e diretores a responsabilidade por fraudes bilionárias no Banco Master. O material sustenta que o prejuízo totalizaria cerca de 52 bilhões de reais ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
O texto aponta que o Banco Master seria comandado de fato por Augusto Lima, enquanto Vorcaro atuaria apenas como figura decorativa. Segundo o dossiê, haveria operações fraudulentas, manipulação de dados contábeis para esconder prejuízos e uso de métodos agressivos na concessão de empréstimos consignados na Bahia por meio do programa Credcesta.
Dossiê aponta manipulação de lucros
Conforme o relato, diretores de compliance e ex-sócios teriam alterado o valor de ativos podres para apresentá-los como lucro. O esquema incluiria mais de 3 bilhões de reais em ativos sem liquidez, como precatórios e fundos imobiliários, que teriam passado despercebidos pela fiscalização do Banco Central.
Relação com o governo da Bahia é examinada
Augusto Lima, ex-sócio do Master, comprou a estatal Ebal, dona dos supermercados Cesta do Povo, do governo baiano em 2018. A partir daí, teriam sido criados o Credcesta, cartão de crédito para servidores públicos com juros elevados e descontos diretos no salário. A PF investiga se houve favorecimento ou relações ilegais com políticos do PT.
Reações dos citados no dossiê
A defesa de Luiz Bull qualificou o documento como manifesto anônimo repleto de mentiras, sem provas. Daniel Vorcaro, Augusto Lima, Angelo Silva e Nelson Tanure não se manifestaram oficialmente sobre o conteúdo até o momento.
Impacto para o FGC e o Banco Master
O FGC funciona como seguro para poupadores; se a instituição quebra, o fundo garante pagamentos até determinado limite. O dossiê sugere que danos da gestão e das fraudes teriam sido repassados ao FGC, abastecido por contribuições do sistema bancário nacional, com o montante alegadamente estimado em 52 bilhões de reais.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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