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Frigol projeta 60% de aumento na produção de carne bovina para 2026

Frigol mira alta de sessenta por cento na produção de carne bovina em 2026, com expansão para a China e acordos em Rondônia ampliando receita para quase R$ 7 bilhões

A China é a maior importadora de carne bovina do Brasil
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  • A Frigol prevê aumentar a produção de carne bovina em sessenta por cento em 2026, passando de cerca de 650 mil cabeças em 2025 para acima de um milhão no próximo ano.
  • A expansão é apoiada por acordos de prestação de serviços com DistriBoi e RioBeef em Rondônia, que também viabilizam exportação para a China e acesso aos Estados Unidos.
  • A China mantém cotas de importação e taxa adicional de cinquenta e cinco por cento; tais condições influenciam as estratégias de embarque da Frigol.
  • Com as duas plantas habilitadas para China, a Frigol passa a ser a quarta maior exportadora para o mercado chinês.
  • A empresa estima receita próxima de sete bilhões de reais em 2026, com aporte de crédito via Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de duzentos e cinquenta milhões de reais para capital de giro.

A Frigol prevê elevar a produção de carne bovina em 60% em 2026. A projeção decorre de acordos de prestação de serviços com dois frigoríficos em Rondônia, partindo do recebimento de animais e da comercialização pela Frigol, que abaterá nas parceiras DistriBoi e RioBeef.

A companhia afirma contar com a ampliação de vendas à China, apesar das cotas restritivas impostas pelo governo chinês. O CEO Luciano Pascon destaca que a operação também depende da força da pecuária local, que oferece produção de valor agregado.

Mercado externo e estratégias de abastecimento

A China, maior importador brasileiro, impôs tarifa adicional de 55% fora de uma cota de pouco mais de 1 milhão de toneladas. A medida influencia decisões de exportação em 2026, segundo a Frigol. As parcerias com DistriBoi e RioBeef oferecem maior flexibilidade para manter crescimentos externos.

Pascon cita a diversificação de origens de matéria-prima e a busca por presença regional, além de abrir caminho para exportação aos Estados Unidos via DistriBoi. A empresa passa a atuar como compradora de animais e negociadora dos produtos, enquanto as parceiras cuidam do abate e processamento.

“Com as duas plantas habilitadas para China, a Frigol passa a ser a quarta maior exportadora para o mercado chinês”, diz o executivo. Ele também ressalta a pecuária de Rondônia como fator de produtividade e qualidade para linhas de alto valor.

Desempenho e finanças

Os acordos com DistriBoi e RioBeef permitirão o crescimento de 60% na produção, com abates superiores a 1 milhão de头 em 2026, ante 650 mil em 2025. A Frigol assumirá a compra de animais e a comercialização; as partners farão o abate, desossa e processamento.

A carteira financeira inclui emissão de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de 250 milhões de reais, além de outras linhas de financiamento para capital de giro. O prazo de retorno estimado é de até 12 meses, segundo a empresa.

A receita projetada para 2026 é de cerca de 7 bilhões de reais, ante cerca de 4,5 bilhões em 2025. Em 2025, o EBITDA atingiu 323,9 milhões de reais, com margem de 7,6%. As exportações representaram 56% do faturamento, com a China como principal destino.

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