- A Aramco alertou para consequências catastróficas nos mercados de petróleo se o estreito de Hormuz permanecer bloqueado pela escalada entre EUA, Israel e Irã.
- A empresa espera conseguir exportar cerca de setenta por cento de seu petróleo usual, mesmo com o bloqueio, mas alerta para impactos drásticos na economia global se a interrupção continuar.
- A via via marítima é crucial, bloqueada há onze dias após ataques, o que já derrubou cerca de vinte milhões de barris por dia do mercado mundial.
- A Aramco planeja aumentar o fluxo pelo duto leste-oeste até o porto de Yanbu, na região do Mar Vermelho, para combater a interrupção e chegar à capacidade total de sete milhões de barris por dia nas próximas semanas.
- Em meio ao aumento dos preços, ministros de Finanças do Grupo dos Sete discutiram a liberação de estoques de emergência, mas não houve acordo para avançar com a medida.
Aramco alerta para “consequências catastróficas” no mercado de petróleo se o estreito de Hormuz permanecer fechado, em meio a um conflito entre EUA, Israel e Irã. A estatal saudita afirma que a crise é a maior já enfrentada pela região, mas pode redirecionar cerca de 70% de suas exportações para outras rotas. O fechamento afeta o fluxo de petróleo por via marítima há 11 dias.
A empresa informou que pretende manter exportações via oleoduto Leste-Oeste, que liga o Golfo ao porto de Yanbu, no Mar Vermelho. O objetivo é alcançar a capacidade total de 7 milhões de barris por dia nos próximos dias, com 5 milhões destinados ao mercado global e 2 milhões às refinarias da Arábia Saudita no oeste do país. Essa estratégia reduziria o volume interrompido para o mercado mundial, mas manteria parte da oferta.
A interrupção levou o petróleo a subir no mercado global, com potências como o Brent cotado perto de US$ 91 por barril, em meio a temores de impacto econômico. A Guarda de usinas e navios iranianos permanece na região, impedindo a passagem por Hormuz, estreito que movimenta cerca de 20 milhões de barris diários.
Medidas da Aramco para contornar a interrupção
A Aramco também afirmou que está atendendo parte da demanda por meio de estoques fora da região do Golfo. Esses estoques não devem ser usados por tempo prolongado, mas ajudam a cobrir a demanda temporariamente enquanto a rota permanece bloqueada. A empresa mantém a expectativa de normalizar parte das operações assim que houver retomada segura do tráfego.
A moça fala de Amin Nasser, presidente e CEO da Aramco, reforçou que a situação atual representa o maior desafio já enfrentado pelo setor de petróleo da região. A companhia reiterou que continuará monitorando o desdobramento do conflito e ajustando a logística conforme necessário para minimizar impactos.
Analistas destacam que o bloqueio do estreito de Hormuz pode manter a pressão sobre preços, mesmo com o redesenho de rotas de entrega. O mercado acompanha também tentativas de governos de coordenar fornecimento de reservas de emergência para amainar a elevação de preços.
Contexto internacional e impactos econômicos
O G7 discutiu na segunda-feira possíveis liberações de estoques estratégicos para conter o ritmo de alta dos preços. Não houve acordo para a liberação imediata de reservas, que já ocorreram em cinco ocasiões na história recente. A situação internacional amplia a incerteza sobre o abastecimento global de petróleo.
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