- Em janeiro de 2026, a produção industrial subiu 1,8% em relação a dezembro, acima da previsão de 0,7%.
- Na comparação com janeiro de 2025, houve alta de 0,2%, encerrando três meses seguidos de queda.
- O resultado reforça a recuperação após dezembro, quando houve queda de 1,9%, em parte pela retomada de atividades após férias coletivas.
- Os setores que mais impulsionaram o avanço foram produtos químicos (6,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (6,3%) e coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (2,0%).
- Mas houve queda em máquinas e equipamentos (-6,7%), influenciada por bens de capital para uso industrial e agrícola. A indústria permanece 15,3% abaixo do nível recorde de maio de 2011.
A produção industrial do Brasil teve alta de 1,8% em janeiro sobre dezembro, indicando o maior avanço desde junho de 2024. O resultado ficou acima da expectativa de 0,7% segundo levantamento da Reuters, após fraqueza observada ao longo de 2025.
Na comparação com janeiro de 2025, houve queda de 0,2%, interrompendo três meses seguidos de retração. O IBGE atribui parte da recuperação ao fraco desempenho de dezembro, marcado por férias coletivas e queda de 1,9%.
O gerente da pesquisa, André Macedo, destacou que a atividade inicial de 2026 ajudou a reverter parte dessa perda, mas o nível ainda está 15,3% abaixo do recorde de maio de 2011. A indústria deve ainda enfrentar o cenário de juros elevados.
Panorama e contributos setoriais
Entre as 25 atividades, 19 avançaram frente a dezembro, uma dispersão inédita desde junho de 2024. Contribuíram positivamente setores como produtos químicos (+6,2%), veículos automotores (+6,3%) e coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (+2,0%).
Entre produtos químicos, adubos, fertilizantes, herbicidas e fungicidas puxaram o resultado, refletindo demanda agrícola típica do começo do ano. Resultados negativos ficaram com máquinas e equipamentos (-6,7%), influenciados por bens de capital para uso industrial e agrícola.
Perspectivas e componentes da alta
Todas as categorias econômicas mostraram alta em janeiro ante dezembro: bens de consumo duráveis (+6,3%), bens de capital (+2,0%), bens intermediários (+1,7%) e bens de consumo semi e não duráveis (+1,2%).
A taxa Selic, em 15%, mantém o cenário de cortes previstos para março, que podem favorecer a indústria com inflação mais baixa e mercado de trabalho firme. A tensão geopolítica no Oriente Médio também influencia as projeções.
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