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Pré-mercado: tensões no Oriente Médio elevam petróleo e pressionam ações

Tensão no Oriente Médio eleva preços do petróleo e pressiona ações globais, com foco no Estreito de Ormuz e potenciais impactos na inflação e nos juros

Extração de petróleo: temor de interrupção no fornecimento puxa preços (Foto: Getty Images)
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  • Tensão no Oriente Médio após ataques dos EUA ao Irã reacende temores de interrupção no fluxo pelo Estreito de Ormuz, o que pode pressionar o petróleo.
  • Ormuz é rota crítica: cerca de 13 milhões de barris por dia passam por ali em 2025, o equivalente a 31% do petróleo transportado por mar.
  • Analista aponta que a escalada geopolítica derruba índices globais e pode impactar o Ibovespa, com inflação ligada ao petróleo e a depreciação do real.
  • No pré-mercado, futuros dos principais índices norte-americanos recuam e o ETF EWZ também cai, com foco em indicadores dos EUA como emprego, desemprego e varejo de janeiro.
  • Indicadores aguardados: IGP-DI de fevereiro cai 0,84%; produção industrial de janeiro deve avançar; nos EUA, payrolls de fevereiro esperados em 58 mil, desemprego em 4,3%, ganho por hora de 0,3%, varejo de janeiro em queda de 0,3% e núcleo de vendas no varejo em 0,1%.

O medo de uma interrupção no fornecimento de petróleo aumenta o preço do petróleo e pressiona ações ao redor do mundo. Ataques dos EUA contra o Irã no fim de semana reacenderam temores sobre o fluxo pelo Estreito de Ormuz, região crítica entre Omã e o Irã.

Analistas destacam que a maior preocupação é uma interrupção prolongada das exportações do Golfo. O estreito movimenta cerca de 13 milhões de barris por dia em 2025, o equivalente a quase um terço do petróleo marítimo global, elevando a volatilidade e os prêmios de risco no mercado.

Em meio a esse cenário, o Ibovespa tem sido impactado pela percepção de inflação alimentada pelo petróleo e pela depreciação do real frente ao dólar. O CEO da Zermatt Partners, Enrico Cozzolino, aponta queda nos principais índices à medida que a tensão geopolítica se intensifica.

Perspectivas

O pré-mercado aponta queda nos contratos futuros dos principais índices americanos e no ETF EWZ, que rastreia ações brasileiras. Investidores monitoram indicadores importantes dos EUA, como payroll, desemprego e vendas no varejo de janeiro, para medir impactos sobre a política monetária.

A tensão no Oriente Médio aumenta o com o que pode ocorrer com a inflação e as decisões de juros. Analistas avaliam riscos de nova elevação de custos de energia, o que pode pressionar centros de produção e cadeias globais.

Indicadores

BRASIL

  • IGP-DI (Fev): Observado – 0,84%. Esperado: ND. Anterior: 0,20%.
  • Produção industrial (Jan): Esperado +0,7%. Anterior: –1,2%.
  • Produção industrial (12m): Esperado –0,7%. Anterior: +0,4%.

ESTADOS UNIDOS

  • Payroll (Fev): Esperado 58 mil. Anterior: 130 mil.
  • Taxa de desemprego (Fev): Esperado 4,3%. Anterior: 4,3%.
  • Ganho médio por hora (Fev): Esperado 0,3%. Anterior: 0,4%.
  • Vendas no varejo (Jan): Esperado –0,3%. Anterior: 0,0%.
  • Núcleo de Vendas no varejo (Jan): Esperado 0,1%. Anterior: 0,0%.

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