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Filipinas decretam cortes de energia em resposta à guerra no Oriente Médio

Filipinas ordena cortes de energia em órgãos públicos ante alta de combustíveis causada pelo conflito no Oriente Médio; metas de economia de ao menos dez por cento e semana de trabalho flexível

Protesters demonstrate against the US and Israel in Manila on Friday.
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  • As Filipinas ordenaram cortes no consumo de energia em resposta ao aumento do preço do combustível, com redução de pelo menos dez por cento no consumo de combustíveis por todas as agências do governo, universidades estatais e governos locais.
  • Medidas incluem reduzir o uso de ar-condicionado, diminuir viagens oficiais e adotar horários de trabalho flexíveis; o ar-condicionado não pode ficar abaixo de vinte e quatro graus Celsius.
  • O governo avalia ainda a possibilidade de uma semana de trabalho de quatro dias, especialmente se a crise no Oriente Médio piorar; senador havia sugerido também ampliar o home office, mas não foi discutido pelo gabinete.
  • A notícia ocorre em meio a temores de pressões inflacionárias adicionais, já que o país depende principalmente das importações de petróleo e a inflação subiu para dois vírgula quatro por cento em fevereiro.
  • Países vizinhos também adotam medidas de economia de energia; Tailândia pediu redução do uso de ar-condicionado e mais videoconferências, enquanto Myanmar restringe circulação de veículos privados.

O governo das Filipinas anunciou medidas de economia de energia em resposta ao aumento dos custos com combustível, resultado direto do conflito no Oriente Médio. A ordem afeta agências nacionais, universidades públicas e governos locais, com metas de redução de consumo.

Segundo a orientação oficial, as repartições devem reduzir o consumo de combustível em pelo menos 10%. Estão previstas também arrumações de trabalho flexíveis e controle de temperatura, com ar condicionado não inferior a 24 graus.

O presidente Ferdinand Marcos afirmou que pode haver semana de trabalho de quatro dias caso a crise se agrave. A ideia já surgiu após sugerida por um senador, mas ainda não foi discutida pelo gabinete.

As Filipinas dependem de importação para quase todo o petróleo, o que as torna sensíveis a altas globais de preço. A inflação desacelerou, mas atingiu 2,4% em fevereiro, nível próximo de 13 meses.

Em contraste regional, a Tailândia orientou reduções no uso de ar condicionado e incentivou videoconferência para reduzir deslocamentos. Myanmar implementou restrições de circulação de veículos privados.

Analistas apontam que a Ásia é vulnerável a choques de preço do petróleo, processo acentuado pela dependência de energia importada. Especialistas destacam riscos maiores à inflação local.

O presidente Marcos também disse que o governo avalia subsídios para setores de transporte, agricultura e pesca. Ele pediu à população que adote práticas de economia de energia, como caronas e uso de transporte público.

Entidades empresariais avisam cautela com mudanças abruptas de padrão de trabalho, citando impactos na manufatura e na competitividade. A comunicação oficial enfatiza medidas para manter efetividade administrativa.

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