- Bitcoin opera perto de $ 70.500, com alta de cerca de 6% na semana; atingiu $ 73.470 na quarta-feira e se recuperou de queda para perto de $ 63.000 no fim de semana, pressionada pela subida do preço do petróleo.
- O S&P 500 futures recuperou para a casa dos 6.840, após o recuo, com os EUA prometendo escoltas navais para proteger rotas de energia.
- A leitura aponta uma correlação cada vez maior entre cripto e ações; Bitcoin não funciona como porto seguro isolado, mantendo-se sensível ao humor macro.
- Os rendimentos de Treasuries sobem: 10 anos de 3,93% para 4,15% em quatro dias, e o juros de dois anos fica próximo de 3,60%, elevando o prêmio de inflação e pressionando ativos de risco.
- Nível de leitura dos futuros da taxa federal mostra menor probabilidade de duas cortes de juros neste ano (abaixo de 50%); se o rendimento de 10 anos subir acima de 4,20%, pode haver pressão de venda em Bitcoin e ações, enquanto abaixo de 4,00% pode favorecer novas altas.
- Focos dos traders: resistência de Bitcoin em $ 74.000, zona de risco para ativos de risco em torno de 4,2% do rendimento de 10 anos e nível de invalidação próximo de $ 63.000.
Bitcoin manteve-se acima de US$ 70 mil e o S&P 500 recuperou parte das perdas recentes, após sessão de queda causada por tensões geopolíticas no Oriente Médio. O movimento ocorre mesmo com o mercado de títulos sinalizando cautela, sugerindo que o cenário macro ainda contém riscos.
A cotação do Bitcoin girou em torno de US$ 70,5 mil nesta sexta-feira, com uma recuperação semanal de cerca de 6%. Na semana, chegou a tocar US$ 73,47 mil na quarta-feira, após recuo para perto de US$ 63 mil no fim de semana anterior, influenciado por alta nos preços do petróleo devido a bloqueios no Estreito de Hormuz.
Os futuros do S&P 500 subiram, recuperando de uma queda recente, após o governo dos EUA anunciar escoltas navais para proteger rotas de energia. Tal sincronização entre criptomoedas e ações tradicionais indica maior sensibilidade ao humor macro do que papel de refúgio independente.
Riscos no mercado de renda fixa
Os rendimentos dos Treasuries dos EUA subiram por quatro dias seguidos, pressionando os preços. O rendimento do título de 10 anos avançou de 3,93% para 4,15%. Esse movimento sugere prêmio mais alto pela inflação e impactos na liquidez de ativos de maior risco.
O rendimento da Treasuries de 2 anos, sensível às expectativas de política do Fed, saltou para quase 3,60%. Reprecificação afeta o apetite por risco, tornando títulos mais atrativos em relação a ativos de maior volatilidade como criptomoedas.
Dados de futuros de fundos federais (CME) indicam queda na probabilidade de cortes de juros neste ano, com menor que 50% de chances, frente a quase 80% antes do conflito. O cenário implica continuidade de política monetária firme.
Níveis que podem mudar o cenário
Analistas observam três patamares-chave para a direção dos preços. Primeiro, Bitcoin em US$ 74 mil funciona como resistência imediata; fechamento diário acima indicaria absorção total do choque geopolítico.
Segundo, o rendimento do Tesouro de 10 anos em 4,2% é zona de risco; ultrapassá-lo pode acionar venda algorítmica tanto no S&P 500 quanto no Bitcoin.
Terceiro, o nível de invalidação fica próximo a US$ 63 mil; rompimento abaixo sinalizaria retomada da tendência de baixa.
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