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Nordeste registra recorde de exportações em três anos, atingindo 24,8 bilhões de dólares em 2025, com queda parcial do déficit e criação de empregos

Imagem: Complexo de Suape/GOVPE
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  • Em 2025, o Nordeste registrou 24,8 bilhões de dólares em exportações, com importações de 27,2 bilhões de dólares, reduzindo o déficit, ainda assim negativo.
  • Os setores mais vendidos foram vegetais (cerca de 7 bilhões), minerais (4,6 bilhões) e indústria alimentícia (2,1 bilhões); o Matopiba teve destaque na exportação de grãos; China, EUA e Canadá são os principais parceiros.
  • Foram criados 348 mil empregos no ano, tornando o Nordeste a segunda região que mais gerou vagas, atrás do Sudeste.
  • A região teve crescimento acelerado no PIB em 2024 (alta de 3,8%) e projeta avançar acima da média nacional em 2025, com estimativa de 2,3% e, para 2026, entre 2,5% e 2,6%.
  • A Sudene aponta ações de reindustrialização com o governo federal, incluindo uma chamada de 113 bilhões de reais para projetos de energia renovável, data centers e hidrogênio verde, além de planos para combater a desertificação da Caatinga e ampliar o sequestro de carbono.

O Nordeste registrou em 2025 o maior volume de exportações dos últimos três anos, totalizando 24,8 bilhões de dólares. O déficit da balança comercial ficou em 27,2 bilhões. A interpretação é de que ações federais favoreceram as exportações e a diversificação de parceiros.

Segundo o superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre, o resultado reflete o esforço conjunto entre o órgão de fomento e o governo federal para ampliar o envio de produtos ao exterior. A região busca jovens parcerias com Europa, Ásia e África.

Esses resultados ajudam a reduzir, ainda que de forma parcial, o peso das importações. A Sudene aponta que novas parcerias e mercados abertos podem ampliar empregos, renda e o PIB regional, fortalecendo a economia do Nordeste.

Desempenho setorial e mercados

Os vegetais lideraram as exportações com quase 7 bilhões de dólares, seguidos pelos minerais (4,6 bilhões) e pela indústria alimentícia (2,1 bilhões). O Matopiba ganhou espaço na exportação de grãos, com o eixo China, EUA e Canadá como principais destinos.

Francisco Ferreira Alexandre afirma que há oportunidades em mercados menores, além dos principais. A região tem potencial para aumentar as vendas externas pela proximidade com grandes centros de consumo.

Perspectivas e planos da Sudene

A região manteve déficits, pois ainda importa mais do que exporta. A Sudene ressalta que a atuação com governos e parceiros pode ampliar os fluxos externos e reduzir déficits no longo prazo. O Nordeste depende de uma agenda de reindustrialização com foco em energia renovável.

Em 2025, o Nordeste gerou cerca de 348 mil empregos, ficando atrás apenas do Sudeste na geração de vagas. A Sudene vê esse数字 como indicativo de ciclos econômicos que elevam demanda e produção regional.

A projeção para 2026 aponta alta do PIB entre 2,5% e 2,6%, com expectativa de continuidade do crescimento em 2025, estimado em 2,3%. A meta é reduzir desigualdades regionais e ampliar a participação nordestina na indústria nacional.

A Sudene também coordena ações para a transição energética, incluindo linhas de financiamento para projetos de energia renovável, data centers e hidrogênio verde, com a participação de bancos públicos.

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