- México e Estados Unidos iniciarão, em 16 de março, as primeiras discussões bilaterais para a próxima revisão do TMEC, com o objetivo de fortalecer regras de origem e a segurança das cadeias de suprimento.
- O encontro inicial ocorrerá em Washington, visando temas como aumento da produção, integração econômica e redução da dependência de importações de outras regiões.
- A US Trade Representative instruiu seus negociadores a explorar medidas preliminares para garantir que os benefícios do TMEC permaneçam entre as partes.
- Analistas destacam a importância da indústria automotiva na revisão e indicam possível endurecimento das regras de origem; há expectativa de continuidade do TMEC, com ajustes no período de vigência.
- México aponta vantagem comercial frente a outros mercados, com mais de oitenta e nove por cento das exportações destinadas ao mercado norte-americano sob o TMEC; a conversa atual ocorre três meses antes da revisão formal em julho.
O México y Estados Unidos abrirão as primeiras conversas bilaterais sobre a próxima revisão do TMEC, marcada para julho. A primeira rodada acontece a partir de 16 de março, em Washington. O objetivo é discutir regras de origem, produção, integração regional e segurança nas cadeias de suprimentos.
Segundo a Secretaria de Economia, os temas iniciais incluem redução da dependência de importações de outras regiões e medidas para ampliar os benefícios do acordo para as partes. A agenda foi anunciada pelo secretário Marcelo Ebrard em redes sociais.
A reunião inicial ocorre três meses antes da formalização da revisão do TMEC, que envolve Estados Unidos, Canadá e México. O encontro busca assegurar continuidade e competitividade do acordo frente a outras regiões.
Avanço das negociações
A rodada inicial acontece em Washington, com foco em regras de origem e na segurança das cadeias de suprimentos. Participam negociadores mexicanos e norte-americanos, orientados a ampliar a produção e a integração econômica regional.
O promotor das tratativas, o Ministério da Economia, destacou que as conversas buscarão reduzir a dependência de insumos de outras áreas do mundo. Em paralelo, a USTR orientou seus negociadores sobre as medidas para ampliar os ganhos do TMEC para as partes.
Perspectivas do setor financeiro
Em Ciudad de México, durante a plenária da Banamex, o secretário de Fazenda, Édgar Amador, ressaltou a vantagem externa do México sob o TMEC. Ele apontou que, em dezembro de 2025, a taxa efetiva de 4,4% contrasta com 31% da China, destacando o uso intenso do acordo pelos exportadores mexicanos.
Sergio Kurzyn, da Banamex, afirmou que a renovação do TMEC é provável, com incerteza sobre se haverá revisões anuais ou uma extensão de 16 anos. A data-chave é 1º de julho, quando o cenário deverá ficar mais claro.
Análises de mercado
Gabriela Siller, da Banco Base, avaliou o diálogo México–EUA como positivo para a indústria automotiva, que deve permanecer central na revisão. Ela comentou que reduzir tarifas seria ideal, mas improvável; as regras de origem podem ficar mais rígidas ou expandir-se a novas áreas, como o setor de computação.
Histórico recente aponta que México e Canadá evitaram o último imposto global de 10% imposto pelo governo anterior dos EUA, graças ao TMEC. Mesmo assim, o país ainda enfrenta tarifas setoriais sobre veículos, autopeças, cobre, madeira, alumínio e aço.
Contexto e próximos passos
O TMEC continua no centro das disputas comerciais entre os três países. Embora haja críticas ao acordo, o governo mexicano tem enfatizado a importância da integração regional para as exportações, que hoje superam 534 bilhões de dólares por ano. A próxima rodada promete consolidar o rumo das negociações.
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