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Ibovespa recua e dólar sobe com tensões no Oriente Médio

Mercados elevam aversão ao risco; Ibovespa cai 2,64% com dólar em alta de 1%, diante de tensões no Oriente Médio que podem atrasar o abastecimento de energia

Uma curva da bolsa de valores aparece na tela de um smartphone, enquanto um mapa mostra o Estreito de Ormuz.
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  • O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (05) em queda de 2,64%, aos 180.463,84 pontos, acompanhando a piora do humor nos mercados internacionais por tensões no Oriente Médio.
  • Houve saída de capital de mercados emergentes, com investidores buscando a liquidez do dólar e títulos do Tesouro dos EUA.
  • O avanço dos preços do petróleo no mercado internacional foi visto como vetor inflacionário que pressiona as curvas de juros, oferecendo impulso isolado às ações da Petrobras.
  • O petróleo Brent subiu US$ 4,01 (4,93%), para US$ 85,41 por barril; o WTI subiu US$ 6,35 (8,51%), para US$ 81,01 por barril.
  • O dólar comercial fechou em alta de 1,33%, a R$ 5,2879, acompanhando movimentos globais em meio à guerra no Oriente Médio.

O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira (5), pressionado pela piora do humor nos mercados globais diante de tensões no Oriente Médio. O principal índice brasileiro caiu 2,64%, a 180.463,84 pontos, com investidores receosos de um conflito prolongado que possa afetar comércio e cadeias de suprimento de energia.

A sessão trouxe saída de capital de mercados emergentes, com investidores buscando proteção na liquidez do dólar e em títulos do Tesouro dos EUA. O recuo ocorreu num ambiente de alta da aversão ao risco e de pressões inflacionárias, refletidas nos preços do petróleo.

Mercados internacionais e petróleo

O Brent subiu 4,93%, para 85,41 dólares o barril, em sua quinta sessão de ganhos. O WTI avançou 8,51%, para 81,01 dólares, maior nível desde julho de 2024, apoiando movimentos setoriais, em especial ações de Petrobras.

Dólar e cenário externo

O dólar comercial fechou em alta de 1,33%, a 5,2879 reais. No acumulado do ano, a moeda registra queda de 3,66%. A elevação ocorre diante do agravamento do conflito entre EUA e Irã, e da busca por proteção em ativos seguros.

Contexto político e energia

O petróleo reage a interrupções de produção esperadas pelo mercado e a riscos de desabastecimento. Investidores monitoram declarações de líderes e possíveis escaladas no Estreito de Ormuz, com impactos esperados sobre volatilidade cambial e juros.

Observações finais do mercado

O mercado acompanha declarações de autoridades dos EUA sobre envolvimento na questão iraniana, além de relatos de ataques no Golfo e de ações militares em Teerã. A atuação de investidores permanece orientada pela evolução do conflito e pela trajetória da energia.

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