- HSBC e a Coventry building society anunciaram aumento nas taxas de grande parte dos seus empréstimos hipotecários a taxa fixa, com efeito a partir de sexta-feira e segunda-feira, 9 de março, respectivamente.
- Especialistas dizem que o conflito no Oriente Médio pode provocar choque nos preços de energia, elevando a inflação no Reino Unido e possivelmente levando o Banco da Inglaterra a subir as taxas de juros.
- As mudanças refletem o aumento dos custos de funding e a volatilidade nas swap rates, usadas pelos bancos para definir novas hipotecas fixas.
- Estima-se que cerca de 1,8 milhão de contratos com taxa fixa devem vencer em 2026, obrigando muitos mutuários a buscar novas opções de empréstimo.
- Brokers apontam que outros cred lenders devem seguir o movimento, ampliando a tendência de reajustes nas próximas semanas.
HSBC e Coventry aumentam taxas de hipotecas fixas no Reino Unido em meio à crise no Oriente Médio. As instituições foram as primeiras grandes operadoras a anunciar alta nas taxas, com efeito imediato para novas cotações.
Analistas dizem que o conflito pode provocar choque nos preços de energia, pressionando a inflação doméstica e potencialmente levando o Banco da Inglaterra a subir juros. O cenário aumenta a volatilidade nos mercados de financiamento.
Mercados de swap, usados para definir novos empréstimos, já registram elevações de custo. Especialistas apontam que é provável que mais credores reajam em breve, tornando o momento propício para lock-in de contratos.
Para mutuários, o ajuste chega em um momento de transição: cerca de 1,8 milhão de hipotecas com taxa fixa devem terminar em 2026, elevando a necessidade de renegociação. O ambiente manteve cautela entre compradores.
Historicamente, cortes de juros ocorridos em 2025 reduziram o custo médio dos empréstimos, mas a incerteza atual desloca o cenário para um novo ciclo de aumentos, conforme analistas.
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