- Preços de gasolina e energia nos EUA subiram, alimentando temores de que a guerra no Irã possa adiar cortes de juros pelo Fed, ainda que especialistas digam que é cedo para definir impactos.
- presidentes de bancos centrais, Neel Kashkari e Beth Hammack, disseram que é prematuro medir o efeito do conflito na inflação e nas decisões sobre juros; o custo da energia pode influenciar a inflação conforme durar a guerra.
- Dados mostram alta de energia: eletricidade subiu 6,3% nos doze meses encerrados em janeiro de 2026; custo residencial de eletricidade subiu de cerca de 16 para quase 18 centavos por quilowatt-hora, alta de 11,5%.
- Analistas destacam possíveis impactos: interrupções prolongadas no petróleo e gás podem elevar a inflação e criar volatilidade, mas projeções variam e não indicam recessão já mencionada.
- Mercados costumam absorver grandes choques: o S&P 500 já reagiu com quedas moderadas em eventos geopolíticos, com probabilidade de cortes de juros na reunião do Fed em julho em cerca de 54,7% segundo o FedWatch; petróleo pode subir caso o conflito se intensifique.
Os preços de energia nos EUA já vinham em alta, com impactos relevantes para inflação e política monetária. A escalada do conflito entre EUA e Irã elevou temores sobre novos repasses de custos para consumidores e empresas.
Especialistas divergem. Neel Kashkari, presidente do Fed de Minneapolis, disse estar confiante na economia, mas reconheceu incerteza sobre cortes de juros se a energia continuar subindo. O impacto depende da duração do conflito.
Beth Hammack, presidente do Fed de Cleveland, disse ao NYT que ainda é cedo para medir efeitos da guerra, mas apoiou manter juros estáveis por um período. O Fed monitora pressões de energia para orientar decisões.
Os custos de energia já aumentaram. A eletricidade subiu 6,3% em 12 meses encerrados em janeiro de 2026, segundo o Bureau of Labor Statistics. A conta de luz residencial subiu 11,5% entre 2024 e 2025, conforme a Energy Information Administration.
Analistas apontam que interrupções prolongadas no petróleo e gás podem influenciar expectativas de inflação e a confiança de empresas, elevando a volatilidade entre ativos, conforme Kristian Ker, da LPL Financial. Porcelli, da Wells Fargo, cita possível alta de até 30% no petróleo, sem automaticamente provocar recessão.
Tom Porcelli acrescenta que, na ausência de guerra prolongada, o impacto sobre inflação e política monetária tende a permanecer moderado. Já Ryan Sweet, da Oxford Economics, alerta para o risco de choques acumulados com várias interrupções.
O que observar
O preço da gasolina alta permanece um risco para a inflação de curto prazo, segundo dados da AAA. O galão chegou a US$ 3,19, com alta recente. O Brent ultrapassou US$ 85 o barril, nível não visto desde 2024, abrindo espaço para novas altas.
Analistas sugerem que o preço do petróleo pode superar US$ 100 por barril se o conflito se prolongar. Em momentos de tensão geopolítica, as bolsas costumam reagir de forma rápida, mas tendem a se recuperar em semanas, segundo a LPL Financial.
Mercados de ações costumam absorver choques geopolíticos, impulsionando cenários de volatilidade curta. A taxa de corte de juros em julho segue sob avaliação, com expectativa de 54,7% segundo a ferramenta FedWatch da CME. Fontes: análises de mercado.
Entre na conversa da comunidade