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Fusão Paramount-Warner Bros. impacta a fortuna de Larry Ellison

Fusão Paramount-Warner coloca Ellison e filho no centro da mídia americana, financiada por dívida, com escrutínio regulatório

Larry Ellison na Casa Branca em 2025, em uma de pelo menos quatro viagens a Washington, D.C., no ano passado
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  • Se aprovado, a fusão colocaria CBS e CNN sob o mesmo guarda-chuva, além de combinar HBO Max e Paramount+, com Warner Bros. e Paramount Pictures sob controle único, fortalecendo o poder de Larry Ellison e de seu filho David na mídia americana.
  • A Paramount, controlada pela Ellison via Paramount Global com a Skydance, havia fechado em agosto um acordo de US$ oito bilhões com a Skydance; pouco depois, lançou proposta de US$ 111 bilhões pela Warner Bros. Discovery.
  • A Warner já havia considerado a proposta da Paramount superior à de outras concorrentes, e a operação avaliaria a empresa combinada em torno de US$ 70 bilhões, com preço de aquisição ainda a ser definido.
  • O desafio financeiro é significativo: a Paramount tem apenas US$ 3 bilhões em caixa; três grandes bancos assumem dívida de US$ 57,5 bilhões, e US$ 45,7 bilhões virão do trust de Ellison, alimentando dúvidas sobre a viabilidade sem venda de ativos.
  • A fortuna de Ellison fica ainda mais exposta: ele detém grande participação na Oracle e possui ativos alternativos; vender ações da Oracle para financiar a operação poderia pressionar a empresa, mas mesmo assim pode não cobrir integralmente o montante necessário.

O que aconteceu envolve uma possible fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery, avaliada em centenas de bilhões de dólares. O movimento envolve Larry Ellison e seu filho, David, que controlam a Paramount via acordo de 8 bilhões de dólares com a Skydance, firmado em agosto. Reguladores ainda não decidiram.

A proposta de aquisição partiu da Paramount Skydance, com expectativa de chegar aos 111 bilhões de dólares pela Warner, que já havia dialogado com a Netflix. A negociação coloca CBS, CNN, HBO Max, Paramount+, Warner Bros. e Paramount Pictures sob uma única controladora, ampliando o alcance de conteúdos e plataformas.

Para financiar a operação, Ellison e parceiros prometem cobrir grande parte do valor com dívida: bancos comprometem 57,5 bilhões, e um aporte de capital de 45,7 bilhões viria do trust de Ellison. Mesmo com esse aporte, o montante supera o caixa da Paramount, que é de 3 bilhões.

Financiamento e posição de Ellison

Ellison possui 1,16 bilhão de ações da Oracle, com valor tensivo de 164 bilhões de dólares. A venda de participação relevante poderia afetar acionistas, já atentos à alavancagem elevada e aos gastos com IA. Documentos regulatórios indicam ações como garantia para empreendimentos pessoais.

Implicações estratégicas

Se aprovada, a fusão consolidaria rivais de notícias, streaming e produção de filmes, além de unir Nickelodeon e Cartoon Network sob o mesmo guarda-chuva. O acordo também é avaliado sob o escrutínio do DOJ e da FCC, com possível enfrentamento regulatório, apesar da proximidade de Ellison com o governo.

Contexto financeiro de Ellison

Além da Oracle, Ellison controla imóveis de alto valor, participações no TikTok e investimentos diversos. A operação de fusão elevaria o peso do bilionário no setor de mídia, gerando ganhos potenciais, mas com risco de impacto de curto prazo nas ações da Oracle.

A trajetória envolve uma contabilidade complexa entre dívida, garantias e aportes em ações, com detalhes a surgirem nos próximos dias à medida que reguladores se posicionem sobre a viabilidade do acordo.

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