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Exportações de petróleo elevam balança a superávit de US$ 4,2 bi em fevereiro

Superávit da balança comercial atinge US$ 4,2 bilhões em fevereiro, impulsionado pelas exportações de petróleo; acumulado de US$ 8,02 bilhões nos dois primeiros meses

Balança comercial tem melhora no mês de fevereiro — Foto: Divulgação/Portos RS
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  • Balança comercial teve superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro, impulsionado pelo aumento das exportações de petróleo; exportações somaram US$ 26,3 bilhões e importações US$ 22,1 bilhões.
  • O destaque ficou com as exportações de óleo bruto, que avançaram fortemente (alta de 76,5%), contribuindo para o resultado positivo, enquanto o preço do petróleo recuou no mês anterior.
  • No acumulado do ano, o saldo ficou em US$ 8,02 bilhões nos dois primeiros meses, com exportações de US$ 50,92 bilhões (alta de 13,9%) e importações de US$ 42,9 bilhões (queda de 0,2%).
  • Relação com os Estados Unidos: as exportações para o país caíram para US$ 2,52 bilhões em fevereiro (queda de 20,3%), e as importações dos EUA ficaram em US$ 2,79 bilhões, resultando em déficit de US$ 265 milhões na balança com o parceiro.
  • Em fevereiro, houve variações regionalizadas: China (+38,7%, a US$ 7,22 bilhões), União Europeia (+34,7%, a US$ 4,23 bilhões), Oriente Médio (+10,8%, a US$ 1,23 bilhão) e Mercosul (-19,5%, a US$ 1,56 bilhão).

A balança comercial brasileira fechou fevereiro com superávit de US$ 4,2 bilhões, divulgou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O resultado ocorreu com exportações de US$ 26,3 bilhões e importações de US$ 22,1 bilhões, respectivamente, pela média diária. O mês registrou alta de 28,5% nas exportações e 5,7% nas importações frente a fevereiro de 2025.

O aumento das vendas externas ficou fortemente ligado ao desempenho das exportações de petróleo, que somaram US$ 3,7 bilhões, alta de 76,5%. Outros destaques foram soja (US$ 2,93 bilhões), minério de ferro (US$ 2,09 bilhões), carne bovina (US$ 1,33 bilhão) e carnes de aves e suas miudezas (US$ 856 milhões). Café não torrado teve quedas modestas.

No acumulado do ano, a balança soma superávit de US$ 8,02 bilhões. As exports atingiram US$ 50,92 bilhões (alta de 13,9% na comparação anual), e as importações, US$ 42,9 bilhões (queda de 0,2%).

Impacto das tarifas dos EUA

As exportações brasileiras para os EUA recuaram 20,3%, para US$ 2,52 bilhões em fevereiro, ante US$ 3,17 bilhões no mesmo mês de 2025. As importações norte-americanas caíram 16,5%, para US$ 2,79 bilhões. O saldo com os EUA ficou deficitário em US$ 265 milhões no segundo mês de 2026.

O recuo ocorreu na esteira de tarifas impostas pelo governo norte-americano, inicialmente de forma gradual e, posteriormente, com avaliações e ajustes que resultaram em exceções e mudanças parciais ao longo do tempo. A Justiça dos EUA later mostrou que parte das tarifas globais foi revista, mantendo apenas a tarifa geral de 10%.

Desempenho por bloco e região

Além do desempenho geral, o Brasil mostrou variações regionais. China registrou +38,7% nas exportações, atingindo US$ 7,22 bilhões. Mercosul caiu 19,5%, para US$ 1,56 bilhão. União Europeia cresceu 34,7%, para US$ 4,23 bilhões. México avançou 24,3%, para US$ 634 milhões, e Oriente Médio aumentou 10,8%, para US$ 1,23 bilhão.

Esses movimentos contribuíram para sustentar o vigor da balança em fevereiro, mesmo diante do ambiente de tarifas e de incertezas no cenário internacional. O desempenho acumulado indica uma recuperação relativa frente ao início de 2025, com diversificação de mercados.

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