- Taxa de desemprego nos três meses até janeiro ficou em 5,4%, alta ante os 5,1% do quarto trimestre, mas estável frente aos três meses até outubro.
- O número de desocupados foi de 5,851 milhões, queda de 17,1% na comparação anual, e o total de ocupados chegou a 102,671 milhões, alta de 1,7% na comparação anual.
- Rendimento real ficou em R$ 3.652 nos três meses até janeiro, o maior da série iniciada em 2012.
- A taxa de informalidade ficou em 37,5%, menor desde julho de 2020, com queda associada à expansão de registro formal de trabalhadores por conta própria.
- Em janeiro, foram abertas 112.334 vagas formais, menor resultado para o mês desde 2023, mas acima da expectativa do mercado.
O desemprego no Brasil ficou em 5,4% nos três meses até janeiro, segundo o IBGE. A taxa subiu em relação ao 5,1% do quarto trimestre, mas manteve-se estável frente aos três meses até outubro. A leitura envolve dois meses do fim de 2025.
No conjunto, houve 5,851 milhões de desempregados no período, queda de 1,0% frente ao trimestre de agosto a outubro e recuo de 17,1% ante o mesmo intervalo de 2024. O número de ocupados chegou a 102,671 milhões, alta de 0,1% no trimestre e 1,7% na comparação anual.
A renda média real avançou para R$ 3.652 nos três meses até janeiro, o maior valor desde o início da série, em 2012. Analistas destacam que a sazonalidade de início de ano costuma ampliar o desemprego, pressionando o mercado, ainda que o quadro seja de ganhos de ocupação e salários.
Perspectivas para o câmbio monetário e o mercado de trabalho
Apesar da alta sazonal de janeiro, o momento é visto como de estabilidade dos indicadores de ocupação, com salários em crescimento e maior formalização. O Banco Central deve considerar esses sinais em sua próxima reunião sobre a taxa Selic, com expectativa de cortes graduais ao longo de 2026.
Especialistas apontam que o mercado de trabalho permanece resiliente, mas com sinais de arrefecimento em setores sensíveis ao ciclo econômico. Economistas ressaltam que o desemprego está em níveis historicamente baixos, reforçando o papel da renda na sustentação do consumo.
Dados adicionais mostram que, no trimestre até janeiro, houve expansão modesta no emprego com carteira assinada no setor privado, enquanto o contingente sem carteira recuou. A taxa de informalidade ficou em 37,5%, menor desde julho de 2020, refletindo ganho de formalização.
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