- A demanda por jatos privados na região do Oriente Médio subiu entre 200% e 300% em relação ao normal para esta época, segundo o executivo da Air Charter Service, Matt Purton.
- A empresa atende governos e clientes privados, com pedidos vindos de pessoas presas, empresas e cidadãos de diferentes perfis que buscan sair da área em conflito.
- Comentam que parece haver necessidade de criar pontes aéreas, com possível uso de Oman para transportar pessoas de Muscat ou Fujairah a destinos como Larnaca ou Malta.
- Estima-se que cerca de 300 mil britânicos estejam na região afetada; milhares de voos foram cancelados desde o início da operação EUA-Israel contra o Irã, e mais de 130 mil britânicos já manifestaram interesse em deixar a área.
- O Foreign Office mantém recomendações de evitar viagens não essenciais a Bahrain, Kuwait, Qatar e Emirados Árabes Unidos, e proibiu deslocamentos para Israel e Palestina; autoridades ressaltam a necessidade de cooperação entre governos diante da crise.
O pedido por jatos particulares disparou desde o início do conflito entre EUA e Israel no Irã, com clientes em busca de saídas rápidas e alternativas diante da crise. Profissionais do setor observam demanda superior à oferta e recorrem a cotas de voos privados como opção de evacuação.
A companhia britânica Air Charter Service, liderada por Matt Purton, está no centro das operações. Além de atender clientes ultrarrricos, a empresa também presta suporte a governos para deslocamentos e deportações nações em colapso. Purton afirma que os pedidos de aeronaves aumentaram significativamente neste período.
A odisseia de evacuação ocorre enquanto milhares ficam retidos na região. A demanda atual estaria entre 200% e 300% acima do normal para esta época do ano, segundo Purton. A variação de preços acompanha a dinâmica do mercado.
O que está em jogo e propostas de rotas
Purton aponta que as correntes de voo são estreitas e que o fechamento de rotas pode dificultar o escoamento. Ele sugere a criação de pontes aéreas, como de Muscat ou Fujairah para destinos como Larnaca ou Malta, para acelerar a saída de pessoas.
Segundo ele, há chamadas de diversos perfis, desde casais em lua de mel até corporativos e indivíduos com alto poder aquisitivo, todos buscando uma saída rápida. Estima-se que, no momento, pelo menos meio milhão de pessoas desejem deixar a região.
A operação de saída de britânicos foi impactada por atrasos operacionais em Oman, com novas tentativas de decolagem programadas para os próximos dias. O governo britânico divulgou que centenas de milhares de cidadãos podem estar potencialmente interessados em deixar o Oriente Médio.
O Foreign Office britânico recomenda evitar viagens não essenciais para vários países da região e proíbe deslocamentos para Israel e Palestina usados como rota de evacuação. A situação é descrita como a mais grave em crise aérea desde a pandemia de Covid-19.
Purton sustenta que empresas privadas costumam agir rapidamente, em parceria com autoridades, para facilitar a evacuação em situações de crise. Mesmo diante da instabilidade do cenário, o setor permanece como rota de saída para quem pode arcar com os custos.
Entre na conversa da comunidade